Baralho Naipeado Amazônico é doado à Brinquedoteca da Biblioteca Pública Arthur Vianna
Criado por por Lincoln Nazário, o baralho representa manifestações culturais, costumes e elementos da identidade paraense
A cultura amazônica ganhou um novo recurso para integrar as atividades da Brinquedoteca da Biblioteca Pública Arthur Vianna, na sede da Fundação Cultural do Pará (FCP), em Belém. Na tarde desta sexta-feira (11), o artista e designer Lincoln Nazário doou um exemplar do Baralho Naipeado Amazônico, projeto que utiliza as cartas como suporte para representar manifestações culturais, costumes e elementos da identidade paraense. A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público nº 002/2025 de Fomento à Criação de Projetos Culturais - Design, da Fundação Cultural, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
O exemplar passa a compor o acervo de brinquedos e jogos disponíveis para crianças que frequentam a Brinquedoteca da Biblioteca Pública Arthur Vianna.
O Baralho Naipeado Amazônico foi concebido por Lincoln Nazário como uma forma de transformar um objeto conhecido mundialmente em instrumento de valorização da cultura regional. O projeto reúne trabalhos de três artistas paraenses, convidados a apresentar diferentes perspectivas sobre manifestações culturais, festas populares e elementos que fazem parte do cotidiano amazônico.
“É um projeto gráfico que visa levar a cultura amazônica através das cartas de baralho. O baralho é um objeto que as pessoas admiram em todas as partes do mundo. Já passou por várias releituras ao longo do tempo, mas não tinha ainda uma versão amazônica com a qual a gente se identificasse”, explicou Lincoln Nazário.
Cada artista recebeu um tema definido a partir da curadoria do projeto, e teve liberdade para apresentar sua própria visão, baseada em vivências e pesquisas artísticas. Entre as referências estão manifestações culturais, festas populares, música, gastronomia e outros elementos relacionados à identidade paraense.
Ampliar o alcance - Para Lincoln Nazário, a iniciativa representa também uma oportunidade de ampliar o acesso à produção de artistas locais e levar a cultura para vários públicos. “Não é apenas um baralho de cartas, com ilustrações bonitas, mas também uma forma de levar o nome desses artistas, levar o nome do projeto e levar a cultura para esses espaços em que as pessoas podem acessar”, informou.
Mato-grossense, Lincoln vive em Belém desde 2019, e contou que a relação com a cultura amazônica influenciou sua trajetória pessoal e profissional. A ideia do projeto surgiu ainda durante sua formação acadêmica, e foi desenvolvida a partir do interesse em utilizar o design como ferramenta de comunicação da cultura popular.
Para a coordenadora da biblioteca, Socorro Baia, a chegada do baralho representa a ampliação das opções oferecidas ao público e, principalmente, a possibilidade de aproximar as crianças de referências presentes na cultura amazônica. Segundo ela, “é mais um jogo que vai compor o acervo da Brinquedoteca. É um baralho muito interessante porque tem imagens regionais, imagens daqui, bastante conhecidas do público”.
A diretora de Leitura e Informação da FCP, Marinilde Barbosa, ressaltou que a parceria contribui para aproximar a população de diferentes formas de representação da cultura amazônica. “É bom receber um artista premiado e mostrar um pouco de como a cultura amazônica tem um olhar diferente por meio de um jogo que já é consagrado, mas agora tem características de imagens regionais”, disse a gestora.
Com a chegada do baralho à Brinquedoteca da Biblioteca Arthur Vianna, a expectativa é ampliar o alcance da iniciativa. A FCP avalia levar exemplares para outras bibliotecas do seu sistema, incluindo as unidades localizadas nas Usinas da Paz. Também está prevista a possibilidade de novas ações e atividades relacionadas ao projeto em outros espaços da Fundação.
Texto: Matheus Maciel - Ascom/FCP

