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INOVATIVA PARÁ 2026

Startups da cadeia produtiva do açaí são premiadas no 'Demoday', em Belém

O objetivo do evento é impulsionar soluções inovadoras capazes de gerar impacto socioambiental positivo e contribuir para o desenvolvimento sustentável

Por Aldirene Gama (SEDEME)
14/09/2026 16h45

Belém recebeu, nesta segunda-feira (14), a Banca de Avaliação e Negócios do Demoday do InovAtiva Pará 2026, que premiou as três startups finalistas da cadeia produtiva do açaí. A iniciativa é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com o objetivo de impulsionar soluções inovadoras com potencial de impacto socioambiental positivo e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios. O grande vencedor foi YBÉA; em segundo lugar ficou Amazônia Rhiira, e em terceiro, Ver-o-fruto.

O evento foi realizado no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia

No Pará, a coordenação estadual foi conduzida pelas secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas).

O evento foi aberto pela representante titular da Sedeme no Comitê Estadual de Desenvolvimento da Economia de Impacto Socioambiental (Cedisa), Michelle Abdon. Ela destacou que o açaí é um dos principais produtos da sociobiodiversidade paraense, e movimenta uma cadeia que envolve produtores, comunidades, indústria, logística, comércio e diferentes mercados, com oportunidades para agregar tecnologia, inovação e sustentabilidade à produção.

Desafios e oportunidades - A secretária-adjunta de Bioeconomia do Pará, Camille Bemerguy, parabenizou as empresas selecionadas e destacou que o Demoday InovAtiva Pará vai além da apresentação de modelos de negócio, pois reflete o aprendizado e a disposição em transformar desafios em oportunidades.

"Negócios de impacto geram valor econômico, social e ambiental simultaneamente. Essa perspectiva é vital para o Pará e a Amazônia, território de enorme diversidade e potencial, que demanda soluções inovadoras e sustentáveis. É o momento de evidenciar que esse potencial não é uma promessa futura, mas uma realidade presente, que precisa de visibilidade", disse Camille Bemerguy.

As apresentações das startups finalistas foram realizadas no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, integrante do Complexo Porto Futuro II, reunindo representantes do governo estadual, empreendedores e especialistas da área.

Diferenciais - Doze startups foram selecionadas no Pará e 11 apresentaram seus pitches à banca avaliadora, destacando os diferenciais de seus negócios e o impacto das soluções desenvolvidas.

Os pitches das empresas participantes foram avaliados por uma banca formada por Diego Andrade, gerente de Desenvolvimento da OCB/PA (Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará); Diego Aires da Silva, diretor do Polo Gastronômico da Uepa (Universidade do Estado do Pará); Karina Souza, coordenadora da Coalizão pelo Impacto Belém e Renata Batista, gerente de Sustentabilidade do Sebrae/PA. Participaram como mediadores Ana Hoffmann, gerente de Aceleração e Inovação Sustentável do Impact Hub, e Felipe Araújo, coordenador de Projetos da Certi.

Pilares - A Sedeme e a Semas, responsáveis pela coordenação, estruturaram a estratégia estadual de economia de impacto com base em quatro pilares fundamentais:

- Verticalização e valor agregado: foco estratégico na cadeia produtiva do açaí, com o objetivo de transformar ativos da biodiversidade em produtos de maior valor agregado, fortalecendo a indústria, o comércio e a prestação de serviços;

- Fortalecimento institucional: ampliação da escala dos negócios locais, com segurança jurídica e apoio às iniciativas de cooperativismo, conforme a Lei nº 9.927/2023;

- Territórios criativos: valorização de espaços como o São José Liberto, que funcionam como vitrines para o empreendedorismo nos segmentos de artesanato, joalheria e gastronomia, e

- Integração e articulação: conexão entre iniciativas e fortalecimento de ações capazes de ampliar o impacto socioeconômico em diferentes regiões do Estado.

Pará integra o Simpacto - O Estado oficializou, em 26 de março deste ano, sua entrada no Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto), tornando-se o primeiro estado da região Norte a integrar essa agenda estratégica.

A adesão ao Sistema está alinhada ao Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), lançado em novembro de 2022 e fortalecido pelo Decreto Estadual nº 4.746/2025.

O Programa InovAtiva 2026 - iniciativa gratuita de capacitação e aceleração de startups e negócios inovadores do Brasil, realizado pelo MDIC e Sebrae - registrou mais de 700 inscrições iniciadas e 319 finalizadas, com propostas de 26 estados. Os seis participantes — Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte — concentraram 48,6% das inscrições.