Semas apresenta Pró-Mel Pará no Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura em Marabá
Programa estadual integra o Regulariza Pará e busca transformar medidas do licenciamento ambiental em apoio à meliponicultura e fortalecimento de produtores e organizações sociais
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) apresentou, nesta quinta-feira (17), as ações do Pró-Mel Pará durante o 21º Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura do Estado do Pará, realizado em Marabá, no sudeste paraense. A iniciativa integra o Programa Regulariza Pará e busca fortalecer o desenvolvimento da meliponicultura, conciliando atividade produtiva, conservação ambiental e geração de renda.
Durante a programação, o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, apresentou ao público como o Pró-Mel está inserido na política estadual de regularização ambiental e explicou de que maneira a iniciativa pode beneficiar comunidades, agricultores, apicultores e meliponicultores. A participação da Semas ocorreu dentro da programação do Congresso, que segue até sábado (19), em Marabá.
“O Pró-Mel aproxima a política ambiental de quem está no território e transforma instrumentos do licenciamento em oportunidades para fortalecer uma atividade que gera renda e, ao mesmo tempo, contribui para a conservação. Quando criamos condições para que agricultores, apicultores e meliponicultores desenvolvam suas atividades de forma sustentável, estamos fortalecendo as ações de preservação da fauna e da flora, e da cadeia produtiva que tem enorme potencial no Pará”, afirmou Rodolpho Zahluth Bastos.
Benefício que chega ao produtor
Por meio do Pró-Mel, a Semas trabalha para aproximar os instrumentos do licenciamento ambiental da realidade de agricultores, apicultores e meliponicultores. A proposta é possibilitar que medidas relacionadas ao licenciamento contribuam para o fortalecimento da atividade nos territórios, com apoio a organizações sociais e à estrutura produtiva das comunidades.
Na prática, esse apoio pode representar melhores condições para o desenvolvimento da atividade e para a organização dos produtores, fortalecendo associações e cooperativas e criando oportunidades para que investimentos cheguem a quem atua diretamente na cadeia produtiva.
Para Arlison Rodrigues, da Associação dos Apicultores de Vigia de Nazaré, a iniciativa abre a possibilidade de fazer com que benefícios decorrentes do processo de licenciamento alcancem diretamente quem está no território.
“É muito positivo. Claro que não queremos que haja supressão da vegetação em nossos municípios, mas, quando ela ocorre de forma legal, é importante que parte desses recursos possa retornar para a própria comunidade. Esse apoio pode chegar a uma cooperativa ou associação por meio de equipamentos, de um apiário ou de outras estruturas que fortaleçam a produção. É uma forma de direcionar recursos para o produtor, que muitas vezes é quem mais sente os impactos e quem mais precisa desse incentivo”, afirmou Arlison.
A coordenadora do Pró-Mel na Semas, Soraya Alves, explica que a iniciativa considera as particularidades da meliponicultura e a realidade das pessoas e organizações que desenvolvem a atividade nos diferentes territórios paraenses.
“Estamos trabalhando para que os instrumentos da gestão ambiental também possam contribuir para fortalecer quem desenvolve a meliponicultura nos territórios. É uma atividade que está diretamente relacionada à conservação da biodiversidade, à polinização e à geração de renda para muitas famílias. O Pró-Mel busca reconhecer essa importância e construir caminhos para que esse apoio chegue de forma concreta aos produtores e às suas organizações”, explicou Soraya Alves.

