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OPERAÇÃO “CONTRAFACE”

PC prende quatro homens por furto mediante fraude eletrônica e associação criminosa, em Marabá

Os criminosos realizaram diversas transferências bancárias após obterem o controle da conta da vítima, ocasionando o prejuízo de cerca de quase R$ 400 mil

Por Adaucto Couto (SECOM)
22/09/2026 13h31

A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), com apoio da Seccional Urbana de Marabá e da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, deflagrou a operação “Contraface”, dando cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, decretados pelo Juízo das Garantias do Interior do Estado do Pará, contra quatro homens investigados no pelo crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica ou informática e associação criminosa, na manhã desta terça-feira (22). 

A investigação apurou que os envolvidos atuavam de forma coordenada para se apropriar indevidamente da identidade da vítima e obter acesso à sua conta bancária. O delegado Iuri Castro, responsável pela investigação, relatou que para viabilizar a ação criminosa, um dos investigados compareceu à instituição financeira fazendo-se passar pela vítima e apresentou documento falso em seu nome, possibilitando a alteração indevida de dados cadastrais e biométricos e, consequentemente, o acesso aos mecanismos de movimentação da conta.

“Após obterem o controle da conta bancária, os envolvidos passaram a furtar o patrimônio da vítima. Utilizando dispositivos eletrônicos do sistema bancário e caixas eletrônicos, realizando sucessivas transferências sem conhecimento ou autorização do titular, causando o prejuízo financeiro de R$ 392.700. Os valores furtados foram direcionados para contas bancárias vinculadas a integrantes e participantes da empreitada criminosa identificados durante a investigação”, detalhou o delegado da DEOF.

As medidas cautelares foram representadas pela autoridade policial após diligências investigativas, aliadas à análise de documentos bancários, imagens de monitoramento, movimentações financeiras e exames periciais especializados, que permitiram identificar e individualizar a atuação dos investigados.

“Após o cumprimento das ordens judiciais, os presos foram conduzidos para a unidade policial, para a adoção das providências legais cabíveis, e permanecem à disposição do Poder Judiciário”, finalizou o delegado Iuri.

Texto: Jacqueline Costa, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PCPA).