Novo espaço reúne serviços de proteção a crianças e adolescentes em Ananindeua
Centro de Atendimento Integrado (CAI) é o terceiro aberto na Grande Belém, facilitando o acesso das famílias a serviços de proteção e atendimentos mantidos pela Fundação ParáPaz e pela Polícia Civil contra situações de violência ou vulnerabilidade
Em funcionamento desde julho, o Centro de Atendimento Integrado (CAI) de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, amplia a rede de proteção voltada a crianças e adolescentes em situação de violência ou vulnerabilidade no município. O espaço é o terceiro aberto na Grande Belém, facilitando o acesso das famílias a serviços de proteção e atendimentos da Fundação ParáPaz e da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), e permitindo que diferentes etapas do acolhimento sejam realizadas em um só local.
O prédio do CAI de Ananindeua conta com salas para acolhimento social e psicológico, brinquedoteca, enfermagem e administrativo. Em breve, a estrutura será ampliada com a integração da Polícia Científica do Pará (PCIPA) e da Secretaria de Estado da Saúde do Pará (Sespa), que irão compor as equipes responsáveis pelos serviços de perícia e atendimento médico.
O novo Centro de Atendimento Integrado se soma aos CAIs já existentes na Santa Casa de Misericórdia do Pará e na Polícia Científica do Pará, ambos em Belém, ampliando o alcance desse modelo de atendimento no Estado.
“A proposta é facilitar esse acesso, evitando o deslocamento para diferentes locais durante todo o processo, e tornando mais ágeis os encaminhamentos. Queremos tornar esse percurso mais simples para a família, principalmente em um momento que já costuma ser difícil”, destaca o presidente da Fundação ParáPaz, Alberto Teixeira.
Acolhimento
No Centro de Atendimento Integrado, Fundação ParáPaz é a porta de entrada para as famílias. O primeiro contato é feito pela equipe, que acolhe a vítima, escuta a situação apresentada e identifica quais encaminhamentos serão necessários.
Para a assistente social Cleide Moraes, que atua na unidade, esse primeiro momento é importante para que as crianças, os adolescentes e a suas famílias se sintam seguros para falar sobre o que estão vivendo.
“Aqui são acolhidos e ouvidos. Conversamos para entender o que está acontecendo, quais são as necessidades da criança ou do adolescente e da família. A partir disso, orientamos e, se for necessário, fazemos os encaminhamentos para os serviços que possam ajudar. O nosso objetivo é acolher, orientar e buscar, junto com as famílias, a melhor forma de garantir a proteção e os direitos da criança ou do adolescente”, explica a assistente social.
O atendimento e os cuidados levam sempre em consideração que uma mesma criança ou adolescente pode ter sofrido mais de um tipo de violência. Em muitos casos, a violência psicológica está presente junto a outras formas de agressão, como a física e a sexual.
No Centro de Atendimento Integrado ParáPaz / Deaca CPC Renato Chaves, já foram registrados 6.392 casos de violência, entre 2019 e agosto de 2026. No CAI ParáPaz Santa Casa, nesse mesmo período se contabilizaram 6.998 crianças e adolescentes atendidos. Já no CAI ParáPaz / Deaca de Ananindeua, inaugurado em julho de 2026, já se registraram 238 casos nos dois primeiros meses de funcionamento.
As unidades do Centro de Atendimento Integrado do CPC Renato Chaves e de Ananindeua atendem crianças e adolescentes vítimas de diferentes tipos de violência, como violência verbal, estupro, assédio sexual, abuso sexual virtual, bullying, ameaças e violência moral, enquanto a unidade da Santa Casa é referência para casos de violência sexual.
Atuação da Polícia Civil
No fluxo de atendimento do Centro de Atendimento Integrado (CAI), a Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) atua a partir do registro da ocorrência policial, feito pelo responsável legal, após o atendimento inicial.
Com a formalização da denúncia, a equipe da Polícia Civil avalia o caso e adota as medidas necessárias para a apuração, que podem incluir diligências, coleta de informações e demais procedimentos de polícia judiciária. A Deaca também mantém contato com os demais serviços envolvidos no atendimento, conforme as necessidades identificadas em cada caso.
“Depois do registro da ocorrência, a Polícia Civil passa a adotar as providências necessárias para a apuração dos fatos, realizando as diligências pertinentes e articulando-se com os demais integrantes da rede de proteção. Dessa forma, conseguimos dar andamento à investigação de maneira qualificada, preservando a criança ou o adolescente ao longo desse processo”, detalha a delegada Emanuela Amorim, titular da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV) da Polícia Civil do Pará.
Serviço:
Os Centros Integrados de Atendimento do ParáPaz funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
CAI ParáPaz Ananindeua
WE 1112, Cidade Nova V, Ananindeua.
Telefone: (91) 98422-2663
CAI ParáPaz Santa Casa
Rua Bernal do Couto, s/n, bairro Umarizal, Belém.
Telefone: (91) 98416-7569
CAI ParáPaz Polícia Científica
Avenida Transmangueirão, s/n, bairro Bengui, Belém.
Telefone: (91) 98509-7851
Texto: Nathalia Mota / ParáPaz

