Emater capacita agricultores da Região Metropolitana em evento sobre Bioeconomia
Extensionistas, cientistas e lideranças rurais debatem o desenvolvimento do campo na RMB
A 1ª Formação Territorial em Bioeconomia promovida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), se encerra nesta sexta-feira (25), após intensa programação.
O evento tem parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), entre outras instituições.
Desde quarta-feira (23), no Auditório Memória, da Embrapa, no bairro do Marco, em Belém, cientistas da UFPA e Ufra dialogam com extensionistas da Emater e lideranças rurais de cinco municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB): além da capital, incluem-se Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara.
A ação faz parte da Rede de Saberes Amazônicos em Extensão Rural, Agroecologia e Sociobiodiversidade (Resaberes) e inicia uma programação de três módulos para regiões diferentes.
O módulo atual é coordenado pela professora da Ufra, Thaís Nagaishi, engenheira florestal doutora em Ciências Florestais. A capacitação geral tem à frente o professor da UFPA, José Antônio Herrera, cientista agrário e geógrafo, mestre em Agriculturas Familiares e doutor em Desenvolvimento Econômico.
“É um processo para se pensar e propor mudanças positivas na dinâmica da agricultura familiar paraense, a partir de escuta participativa, diagnóstico, adequação de políticas públicas. Temos um entendimento, por exemplo, de que os produtos da chamada ‘Economia Invisível’, como os óleos da floresta, podem representar mais aderência ao mercado e fortalecer as cadeias produtivas da subsistência e da tradição amazônicas”, explica Herrera.
Engajamento
As primas Danielli Carvalho e Lianete Carvalho são marisqueiras da Baía do Sol, em Mosqueiro, distrito de Belém. A participação no evento é animadora e visa a fortalecer projetos coletivos de horta comunitária e pesca artesanal naquela comunidade.
“É uma oportunidade para trocarmos saberes, contar nossa experiência e ouvir a experiências dos outros. Todos estamos aqui para aprender e, juntoa, ensinar. Estamos nos sentindo valorizadas, claro”, diz Danielli.

