Famílias atingidas por forte chuva em Santarém recebem benefício eventual
Governo do Estado e Prefeitura de Santarém atenderam famílias que tiveram suas residências alagadas e perderam bens essenciais, como fogão, geladeira e cama
O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), garantiu nesta segunda-feira (28) apoio às famílias afetadas pelas fortes chuvas em Santarém, município do Oeste paraense. Por meio do benefício eventual, os recursos ajudam famílias em situação de vulnerabilidade agravada pelo desastre natural, a fim de minimizar prejuízos e recuperar condições básicas de vida.
O município registrou alagamentos em diversos bairros da área urbana e decretou situação de emergência em razão dos impactos das chuvas.
O benefício eventual é concedido após avaliação da situação sociofamiliar e análise técnica. Em Santarém, os atendimentos realizados pelas equipes municipais identificaram famílias que tiveram suas residências alagadas e perderam bens essenciais, como fogão, geladeira, cama, sofá e guarda-roupa. Os relatórios sociais são encaminhados à Seaster para análise e concessão do benefício, conforme os critérios da política de assistência social.
O valor do benefício varia de acordo com a situação identificada e a avaliação técnica. Conforme os dados apresentados pela Seaster, o auxílio pode chegar a três salários mínimos, o equivalente a R$ 4.863 em 2026.
Cooperação - Para o vice-prefeito de Santarém, Carlos Martins, a atuação conjunta entre governos estadual e municipal é fundamental para garantir apoio às famílias atingidas. “O benefício é muito importante porque é uma resposta a um fenômeno que a gente não esperava, uma chuva muito forte, que causou alagamentos e perdas importantes para essas famílias. Hoje, elas estão sendo beneficiadas com esse recurso, que será fundamental para diminuir os prejuízos que tiveram. É muito importante que o governo do Estado, por meio da Seaster, esteja aqui, junto com o governo municipal. Essa cooperação é fundamental”, destacou Carlos Martins.
Entre as beneficiárias está Luciana Rosário, que teve a casa alagada e perdeu diversos bens. Segundo ela, a chuva provocou danos que nunca haviam ocorrido na residência. “Essa situação foi horrível, uma coisa que nunca tinha acontecido na minha casa. Nos vizinhos sempre entrava água, mas como a minha casa era mais alta, nunca tinha acontecido. Foi a primeira vez. Veio muita água, quebrou o muro dos vizinhos e atingiu a nossa casa. A gente perdeu muita coisa. O maior prejuízo foi o nosso muro, que caiu quase 20 metros, e até hoje não conseguimos reconstruir. Perdemos muita coisa”, relatou.
Luciana disse que recebeu o benefício e utilizou parte do recurso imediatamente para começar a resolver os problemas provocados pela chuva. “Com certeza, esse valor vai ajudar muito. Eu fui uma das primeiras a receber, na sexta-feira (25), e no sábado (26) já fomos comprar material para começar a resolver esse problema”, informou.
A situação vivenciada pela família de Luciana Rosário também está registrada em relatório social encaminhado à Seaster. Conforme o documento, o imóvel foi atingido por alagamento e houve perda de bens materiais essenciais. A avaliação técnica identificou uma situação de vulnerabilidade social agravada pela emergência, e recomendou a concessão do benefício eventual.
Proteção - Para o titular da Seaster, Inocencio Gasparim, o benefício representa uma ação de proteção social diante de situações que comprometem as condições básicas de vida. “Quando uma família tem sua casa atingida por uma situação de emergência e perde bens essenciais, o benefício eventual representa uma importante resposta da assistência social. É um recurso que chega em um momento de necessidade e contribui para que essas famílias possam reconstruir, aos poucos, suas condições de segurança e dignidade. A atuação conjunta entre Estado e município é fundamental para que esse atendimento aconteça de forma responsável e humanizada”, afirmou o secretário.
O trabalho é realizado de forma integrada entre Município e Estado. As equipes municipais fazem a identificação e a avaliação socioassistencial das famílias, enquanto os relatórios são encaminhados à Seaster para análise e concessão do benefício.
Texto: Ascom/Seaster

