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CÍRIO 2026

Exposição ‘Joias de Nazaré 2026’ transforma memórias do Círio em peças de arte

Designers, ourives e outros profissionais do Espaço São José Liberto transformam emoções e homenagens em joias que valorizam a cultura paraense

Por Lázaro Magalhães (SECOM)
12/10/2026 13h10
Exposição ’Joias de Nazaré’: Círio traduzido em peças de arte

Joias que transmitem inúmeros sentimentos inspirados pelo Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações religiosas do planeta, estão expostas no Espaço São José Liberto, em Belém. A tradicional exposição “Joias de Nazaré”, aberta ao público desde o dia 2 de outubro, este ano reflete o tema “Memórias da Fé”.

A coleção 2026 reúne cerca de 50 peças, produzidas por 18 profissionais, entre designers e criadores que atuam no ESJL. 

A exposição pode ser vista até 18 de outubro, de terça-feira a sábado, das 10h às 18h, e aos domingos e feriados, das 10h às 14h, com entrada franca. No local, o público poderá conferir peças com design exclusivo, produzidas com técnicas tradicionais da joalheria e matérias-primas regionais.

Exposição ’Joias de Nazaré’, no Espaço São José Liberto

Realizada pelo Coletivo de Joalheiros do São José Liberto, sob a coordenação de Júlia Mendes e José Leuam, a exposição conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), responsável pela gestão do Espaço São José Liberto.

Brincos, pingentes, braceletes e outros acessórios confeccionados em ouro, prata e gemas minerais compõem a exposição. As peças também incorporam matérias-primas regionais, valorizando a cultura amazônica.

Processo criativo

Segundo José Leuam, as peças têm como inspiração ícones da Festividade de Nazaré, da religiosidade popular paraense e de elementos da cultura regional. Inspirada nas memórias dos designers e produtores de joias relacionadas a Círios anteriores, a exposição busca traduzir experiências afetivas.

A edição de 2026 foi desenvolvida sob a orientação da professora doutora Rosângela Gouvêa, do curso de Design de Produtos da Universidade do Estado do Pará (Uepa), que também é responsável pela curadoria dos projetos.

A primeira etapa do processo incluiu a reunião dos designers, apresentação da proposta e definição do tema. Em seguida, os profissionais elaboraram seus projetos, que foram analisados individualmente. Durante o workshop, foram realizadas atividades relacionadas aos sentidos, com o objetivo de resgatar lembranças dos participantes e identificar momentos significativos que pudessem ser transformados nas tradicionais “Joias de Nazaré”.
 

Mostra ’Joias de Nazaré’ une peças em materiais diversos

Memórias, sentimentos e homenagens

Neste ano, a designer Júlia Mendes participa da Exposição Joias de Nazaré com as coleções “Alvorecer” e “Raízes da Fé”, que reúnem colares, pingentes e escapulários em ouro e prata.

“Todo ano a gente fica na expectativa de participar da Exposição Joias de Nazaré, que já é uma tradição há mais de 20 anos no São José Liberto. Na coleção ‘Alvorecer’ busquei inspiração nas homenagens a Nossa Senhora, nas toalhas colocadas nas janelas e no aspecto rendado, além do papel picado presente na Trasladação e no Círio.

Segundo Júlia Mendes, a coleção “Raízes da Fé” representa “aquilo que a gente carrega dentro da gente e expressa por meio das joias. É uma forma de transmitir ao cliente toda a emoção e o significado de participar desse momento”.
 

Peças da mostra ’Joias de Nazaré’

Testemunho de fé

A servidora pública Alda Leite, 69 anos, participou da abertura da exposição, que para ela representa a fé do povo paraense e traduzem a devoção a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses.

“A fé e a delicadeza das peças representam Maria para quem vai usá-las. São um testemunho da fé do povo paraense. Essas joias serão incorporadas à vida das pessoas que vão adquiri-las porque têm fé em Nossa Senhora de Nazaré. É assim que vejo essa exposição, que está muito linda”, ressaltou Alda Leite.

Serviço:

Exposição Joias de Nazaré 2026
Aberta à visitação até 18 de outubro, de terça-feira a sábado, das 10h às 18h, e aos domingos e feriados, das 10h às 14h, com entrada franca, no Espaço São José Liberto – Praça Amazonas, bairro do Jurunas.

Texto: Aldirene Gama / Ascom Sedeme