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Escola Estadual Santa Tereza D'Ávila, em Marituba, conquista 55 premiações científicas nacionais e internacionais

Resultados em três competições de matemática refletem o trabalho de projeto escolar que incentiva a aprendizagem e o protagonismo estudantil

Por Governo do Pará (SECOM)
22/10/2026 11h38

Uma medalha pode representar mais do que o resultado de uma competição. Para estudantes da Escola Estadual Santa Tereza D’Ávila, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, participar de olimpíadas científicas também significa descobrir habilidades, superar desafios e conhecer possibilidades que vão além da sala de aula.

Desde 2024, o Clube Interdisciplinar da escola acumula mais de 300 premiações em competições nacionais e internacionais, resultado de um trabalho que incentiva o protagonismo estudantil e o aprofundamento dos conhecimentos.

Celebrando conquistas

Nesta quarta-feira (21), a instituição reuniu estudantes, professores e comunidade escolar em uma cerimônia de reconhecimento aos alunos premiados na Olimpíada Mandacaru de Matemática, na Olimpíada Canguru de Matemática e na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Ao todo, foram conquistadas 55 premiações: sete medalhas de ouro, 20 de prata, 21 de bronze e sete menções honrosas.

As premiações refletem o envolvimento dos alunos do ensino médio em atividades que estimulam o raciocínio lógico, a autonomia e a busca por novos conhecimentos. Na escola, esse percurso é incentivado pelo Clube Interdisciplinar, coordenado pelo professor de Matemática Charles Ruan, que orienta os estudantes na preparação para as competições e no desenvolvimento de suas habilidades acadêmicas.

Aprender para ir além

A participação nas olimpíadas tem contribuído para que os estudantes reconheçam suas capacidades e ampliem suas experiências. É o caso de Luiz Wirley, do segundo ano do ensino médio, que conquistou medalhas de bronze nas olimpíadas Canguru e Mandacaru de Matemática. O aluno também já recebeu premiações em outras competições, incluindo concursos de redação.

Para ele, o contato com esses desafios fortalece a rotina de estudos e estimula a busca por novos aprendizados. As oportunidades também permitiram que conhecesse outros lugares fora do Pará, experiências que considera importantes para sua formação pessoal e acadêmica.

“Essas olimpíadas são importantes para a minha trajetória porque me incentivam a estudar, aprender coisas novas e superar desafios. Graças a essas oportunidades, já tive a experiência de sair do meu estado duas vezes. Essas vivências contribuem para o meu crescimento pessoal e acadêmico e me motivam a continuar buscando conhecimento e novas conquistas”, relata Luiz Wirley.

O incentivo à participação em competições científicas também pode ajudar os estudantes a estabelecer novas metas para a vida escolar e a perceber outras possibilidades de formação. Nesse processo, o acompanhamento dos professores é apontado pelos próprios alunos como parte importante da experiência.

Carlos Wallace, do terceiro ano do ensino médio, acumula medalhas e certificados em diferentes competições, entre elas a Canguru e a Mandacaru de Matemática. Ele conta que o contato com o professor Charles Ruan, desde o primeiro ano, contribuiu para que conhecesse oportunidades acadêmicas além das atividades habituais da escola.

“É bom quando um professor se disponibiliza a impulsionar os alunos e permite que eles vejam algo além do que a escola apresenta. Por meio das olimpíadas, a gente consegue crescer e evoluir. Fico feliz por estar concluindo o ensino médio sabendo que me esforcei, conquistei medalhas e certificados e aproveitei essas oportunidades”, afirma Carlos.

Incentivo ao protagonismo estudantil

Para o professor Charles Ruan, o trabalho com as olimpíadas vai além da preparação para provas. O objetivo é incentivar os jovens a assumirem uma participação ativa na própria aprendizagem, reconhecendo seus talentos e desenvolvendo confiança para enfrentar novos desafios.

“Na Santa Tereza D’Ávila, o aluno não passa pelo ensino médio como mero coadjuvante. Ele assume o papel principal na sua jornada de aprendizagem, descobrindo e desenvolvendo seus próprios talentos. Ver nossos estudantes brilharem nas olimpíadas e conquistarem oportunidades antes inimagináveis, como a participação em um intercâmbio para a China, demonstra como essas experiências podem transformar vidas, abrir horizontes e romper barreiras sociais”, destaca o professor.

A trajetória do Clube Interdisciplinar também tem reflexos na convivência escolar. Ao compartilhar os resultados das competições, os alunos podem estimular o interesse dos colegas e mostrar que a participação em atividades científicas está ao alcance de estudantes da rede pública.

“Quando um estudante ganha uma medalha ou representa a escola em outra cidade ou país, ele também inspira os colegas, orgulha a família e mostra à comunidade de Marituba que a escola pública é um espaço de aprendizagem, excelência e oportunidades. A matemática deixa de ser vista como uma dificuldade e passa a ser uma ferramenta para construir o próprio futuro”, ressalta Charles Ruan.

As 55 premiações reconhecidas na cerimônia desta quarta-feira se somam ao histórico de mais de 300 conquistas do projeto desde 2024. Para os estudantes, os resultados representam o reconhecimento do esforço dedicado aos estudos; para a comunidade escolar, demonstram como o incentivo dos professores e a participação em desafios acadêmicos podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades e a construção de novas perspectivas de futuro.

Texto: Amanda Castro / Ascom Seduc