Hospital Oncológico Infantil é certificado por boas práticas em nutrição
Projeto Nutri D+ reconhece boas práticas, segurança alimentar e atendimento humanizado na assistência a crianças e adolescentes com câncer
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) recebeu a certificação do Projeto Nutri D+, concedida pelo Conselho Regional de Nutrição da 7ª Região (CRN-7). A iniciativa reconhece e valoriza boas práticas no exercício profissional da Nutrição. Em solenidade realizada no auditório do Centro Universitário Fibra, em Belém, foram entregues certificados aos nutricionistas e às equipes técnicas das instituições que alcançaram a meta-padrão em Nutrição, referente ao ano de 2025.
Segundo a diretora Assistencial do Hoiol, Alnilan Urel, a instituição alcançou o índice de conformidade nos indicadores qualitativos e quantitativos aplicados pela fiscalização do CRN-7. A gestora ressaltou que “a conquista representa o compromisso da instituição com a segurança do paciente, o alinhamento regulatório e a constante busca pela qualidade da assistência na oncologia pediátrica”.
A certificação abrange a atuação integrada de toda a cadeia produtiva, desde nutricionistas até fornecedores, copeiros e lactaristas. A supervisora do Serviço de Nutrição e Dietética, Bianca Oliveira, frisou que o reconhecimento valida o rigor do fluxo assistencial, desde o planejamento à distribuição das refeições, e destacou a terapia nutricional personalizada no tratamento do câncer infantojuvenil.
“A padronização das rotinas e o controle higiênico-sanitário nas etapas de aquisição, armazenamento e manipulação reduzem os riscos de doenças transmitidas por alimentos em pacientes imunossuprimidos. O monitoramento contínuo da triagem, a adequação do volume de terapia administrado e o controle das metas calóricas e proteicas sustentam a tolerância ao tratamento e minimizam a deterioração da massa corporal”, afirmou.
Na oncologia pediátrica, o acompanhamento nutricional combina o rigor científico e metabólico a uma abordagem sensível aos aspectos emocionais e sociais da alimentação, explicou a nutricionista. “As dietas são individualizadas para contornar reações adversas frequentes ao tratamento quimioterápico, como inapetência, alterações no paladar, náuseas e outros sintomas que afetam a aceitação alimentar na infância”, informou.
Plano terapêutico
A integração multiprofissional fortalece o plano terapêutico diário ao conectar a Nutrição às equipes médica, de enfermagem e de humanização. “Essa articulação permite o compartilhamento em tempo real do quadro clínico do paciente, agilizando ajustes pontuais na prescrição dietética e assegurando o alinhamento entre as orientações médicas e a rotina do leito”, reforçou a nutricionista.
Ações de humanização ajudam a transformar as diretrizes técnicas em momentos acolhedores no ambiente hospitalar. Recursos lúdicos, como pratos com apresentações atrativas, refeições temáticas e copeiros caracterizados e com carros decorados aliviam o estresse da internação sem comprometer as exigências de segurança alimentar.
Certificado de Bravura
Iniciativas lúdicas também engajam diretamente os pacientes e seus acompanhantes durante a recuperação. Entre as práticas adotadas pelo Hospital estão o "Certificado de Bravura", que celebra avanços no estado nutricional das crianças, e a participação no projeto voluntário "Pequenos Chefes", que promove oficinas pedagógicas e interativas sobre alimentação.
O Serviço de Nutrição e Dietética busca a melhoria contínua dos processos, a atualização contínua de protocolos assistenciais e o fortalecimento de indicadores de desempenho. O planejamento inclui treinamentos constantes para toda a equipe técnica e operacional, com ênfase em segurança do paciente e condutas baseadas em evidências científicas.
“Ao consolidar a cultura de responsabilidade técnica e empatia, o Hoiol demonstra que a rigidez dos protocolos de saúde e a humanização do atendimento são pilares complementares. Enquanto os protocolos garantem a segurança e a qualidade da assistência, as ações de acolhimento valorizam a individualidade, o vínculo e as pequenas conquistas de cada paciente”, disse Bianca Oliveira.
Texto: Ascom/Hoiol

