Seirdh reúne jovens empreendedores e projetos escolares em feira no centro de Belém
Evento na Praça da Sereia garantiu visibilidade e geração de renda com a venda de artesanatos produtos sustentáveis e cosméticos
Jovens empreendedores tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos e ampliar a visibilidade dos negócios durante a I Feira do Jovem Empreendedor, promovida nestas quinta (5) e sexta-feira (6) pela Gerência de Promoção dos Direitos da Juventude da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), em frente à Praça da Sereia, no bairro da Campina, em Belém.
Entre os produtos apresentados estavam peças de artesanato, acessórios, ecobags e artigos produzidos com técnicas como macramê, bordado e cerâmica. A pedagoga Patrícia Ribeiro, uma das expositoras, compartilhou trabalhos desenvolvidos a partir do artesanato, atividade que também leva para a sala de aula.
“Gosto muito de artesanato e busco me aprimorar todos os dias, fazendo cursos e aprendendo novas técnicas. O empreendedorismo surgiu de forma repentina na minha vida, mas tem sido muito gratificante. Participar de feiras permite mostrar nossos produtos, fazer contatos e conhecer melhor o mercado. Também ensino artesanato às crianças, como uma forma de aprendizado por meio do lúdico”, afirmou.
A designer Ana Beatriz Pinheiro, de 21 anos, também era uma das expositoras. Ela trabalha com papelaria personalizada e sabe o quanto a feira é uma chance para quem está começando a empreender.
“É muito importante, porque o jovem que está começando, às vezes, não entende muito sobre divulgação. Esse espaço é uma oportunidade para as pessoas conhecerem nosso trabalho e termos mais visibilidade. Trabalho principalmente com papelaria personalizada, porque muita gente gosta de produtos feitos de forma exclusiva”, comentou.
Aos 24 anos, Thiago Amaral também encontrou no empreendedorismo uma forma de desenvolver uma atividade profissional. Formado em Letras, ele conta que o interesse pelas vendas surgiu ainda na infância. “Essas iniciativas são muito importantes, porque, às vezes, os jovens não têm oportunidades. Esse espaço faz diferença. Desde pequeno gosto de vendas, já comercializei diferentes produtos, mas me encontrei na consultoria de perfumes e cosméticos”, contou.
Participação escolar
A feira também abriu espaço para atividades desenvolvidas no ambiente escolar. É o caso do projeto Artplast, da Escola Estadual Dr. Aníbal Duarte, que transforma garrafas PET em peças artesanais. A proposta surgiu após uma atividade sobre meio ambiente realizada no local, quando materiais utilizados em um desfile de moda sustentável foram reaproveitados para a criação de novos produtos.
“Como a escola funciona em tempo integral, trabalhamos o empreendedorismo e a educação financeira. Os alunos se interessaram pelo projeto e vieram participar. Quando soubemos da feira, decidimos trazer as peças que produzimos. Estamos muito felizes, porque nossos jovens empreendedores precisam ter essa experiência e também compartilhar o que aprendem com outros colegas”, explicou a professora Carla Costa, uma das responsáveis pelo projeto.
Geração de renda
A diretora de Direitos Humanos da Seirdh, Ariene Almeida, ressalta que a feira é uma forma de incentivar o empreendedorismo juvenil, fortalecer a autonomia financeira e aproximar os jovens do mercado de trabalho.
“É um momento para que os jovens possam trazer seus negócios e apresentar à população. Essa é uma forma da Seirdh, por meio da Gerência de Juventude, incentivar o empreendedorismo, ajudar esses jovens a mostrar seus trabalhos e também criar novas possibilidades de renda”, pontuou.
Texto: Andreia Espírito Santo / Ascom Seirdh

