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MÊS DOS POVOS INDÍGENAS

Classe Hospitalar da Seduc promove intercâmbio cultural com a escritora Márcia Kambeba

Atividade marcou o fechamento do mês dedicado aos povos indígenas, unindo educação, arte poética e reflexões sobre o "bem viver" na Amazônia

Por Etiene Andrade (SANTA CASA)
30/04/2026 17h44
Márcia Kambeba compartilhou saberes ancestrais

Uma roda de conversa com a poeta e geógrafa indígena Márcia Kambeba marcou o encerramento da programação voltada à temática indígena desenvolvida este mês pela Classe Hospitalar da Seduc que funciona no Espaço Acolher da Santa Casa.

Participaram da programação pacientes atendidas no Espaço Acolher e a equipe que atua no atendimento às pacientes, além de professores da classe.

Márcia Kambeba com Equipe do Acollher e da Classe Hospitalar

Além de falar de sua vivência e mostrar a sua arte poética, a escritora Márcia Kambeba propôs uma reflexão sobre diferentes lutas que os povos indígenas vêm enfrentando ao longo da história na Amazônia e no Brasil e pode conhecer um pouco da realidade das pessoas atendidas no Espaço Acolher, em uma troca de conhecimentos e experiências.

“Chegar e poder partilhar sobre o cuidado que se tem na aldeia, a relação estabelecida com o território, a pedagogia do bem viver entrelaçada com a ancestralidade de cada pessoa que estava aqui, porque quem mora no Pará tem ancestralidade indígena e os indígenas têm muito ensinamento relacionado ao cuidado, não só com o humano, mas também com o não humano, que envolve a água, envolve a floresta, a terra, os animais. E fazer com que as pessoas entendam e se percebam nesse universo de entrelaçada de mundos é muito importante. E quando a gente sai de uma roda onde as emoções afloram, onde as reflexões também, o coração sai alegre porque sabe que alguma coisa ficou”, afirmou Márcia Kambeba.

Luzia Matos ( santa Casa) e Delcia Pombo (Seduc)

A coordenadora do Espaço Acolher, Luzia Matos, acredita que levar o tema da ancestralidade e dos povos indígenas ao espaço traz conhecimentos que serão úteis tanto para os usuários do serviço, quanto para a equipe.

“Como é que eu posso estar trabalhando, a minha escuta, o meu sentimento? E como é que essa fala da Márcia vem ao encontro de tudo que a gente pensa e deseja para o nosso usuário e para nós mesmos, para nossas vidas, né?! Então, sempre que possível, a gente fomenta esses encontros, a gente quer trabalhar no sentido de estar ampliando esse debate", conclui a coordenadora.

Além da Roda de Conversa, durante o mês de abril a Classe Hospitalar tratou sobre os povos indígenas por meio de contação de histórias, leituras, desenhos, pinturas e confecção de objetos relacionados à cultura dos povos indígenas.