Peritos do CPCRC atuam em operação contra exploração sexual infantil no Pará

Análise de dispositivos de informática e outras mídias ajuda a localizar provas de crimes que têm como alvos crianças e adolescentes.

09/06/2021 16h09 - Atualizada em 09/06/2021 16h46

Os peritos criminais da Gerência de Perícia de Informática (GPI), do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), tiveram atuação determinante na 8ª fase da operação “Luz na Infância”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), dirigida pela Polícia Civil (PC). A ação é coordenada pelo Ministério da Justiça em 18 estados do Brasil, com o objetivo de combater crimes de abuso e exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes, armazenados e compartilhados na internet.

O trabalho dos peritos criminais da GPI na operação se concentra na análise dos dispositivos de informática, como aparelhos celulares, computadores, tablets e outras mídias que servem de armazenamento e compartilhamento de conteúdo de pornografia infantojuvenil em meios virtuais que, de maneira legal, possui o respaldo de produzir a prova técnica para a PC.

Nesse sentido, a relevância da perícia criminal foi crucial para a detenção em flagrante de um dos suspeitos pela PC, que durante a análise dos computadores confirmou extenso conteúdo de pornografia infantojuvenil. “O trabalho envolveu recuperar os arquivos que não estavam visíveis, por meio de ferramentas forenses. Nesse processo, foram recuperados mais de 3 GB de dados, que equivalem a mais de 200 arquivos de imagens e vídeos com conteúdo de cunho pornográfico infanto-juvenil”, detalhou o perito criminal Marcelo Maués.

O laudo definitivo sobre a 8ª fase da “Operação Luz na Infância” será feito a partir do envio dos dispositivos de informática que foram apreendidos pela PC, que vai ajudar na conclusão das investigações. “O trabalho pericial é essencial para a investigação da PC para a comprovação legal da materialidade do crime”, disse a perita criminal Isabela Barretto, diretora do Instituto de Criminalística.

Além disso, para o diretor-geral do CPCRC, a participação dos peritos na operação indica a capacitação do órgão no auxílio ao combate e redução da criminalidade em todos os contextos, sobretudo em relação a crimes de exploração sexual no ambiente virtual. “O Centro de Perícias conta com uma equipe de peritos especializada e altamente qualificada para atuar em crimes cibernéticos”, concluiu o perito criminal Celso Mascarenhas, diretor-geral do CPCRC. 

Por Alexandre Cunha (CPC)