Ophir Loyola incentiva a Doação de órgãos e Tecidos

23/09/2021 18h12 - Atualizada em 23/09/2021 21h59

Este mês se comemora a campanha Setembro Verde, que tem como objetivo conscientizar e orientar sobre a doação de órgãos e tecidos. A iniciativa abrange duas datas importantes: o dia 18, que comemora o Dia Mundial da Doação de Medula Óssea, e o dia 27, o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), existem mais de 40 mil pessoas aguardando o transplante no Brasil. O país realiza operações nos rins, córnea, coração, fígado, pâncreas, pulmões e medula óssea. 

O Pará é o estado da região Norte com maior número de doadores de medula óssea inscritos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), com 118.948 pessoas dispostas a ajudar a salvar vidas, enquanto 314 aguardam por uma doação compatível. O Hospital Ophir Loyola (HOL) é referência no tratamento das doenças hematológicas malignas, mas o transplante de medula óssea ainda não é realizado no norte do Brasil.

O hospital realiza transplante de rim desde 1999 com 698 procedimentos cirúrgicos realizados até agosto de 2021.Também está habilitado para realizar transplantes de córnea desde 2008 e já realizou 322 cirurgias até o momento.  E desde 2001, instituiu  uma Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott),  responsável pela organização do hospital, para que haja a detecção de possíveis doadores conforme a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).O transplante de medula é importante no tratamento de doenças hematológicas malignas

O coordenador da  Cihdott, o médico Jair Graim, explicou que o papel da comissão é o de facilitadora de todo o processo de doação, captação e transplante. “É o departamento que faz a busca ativa da procura de doador no hospital, e sabendo do potencial doador através da comunicação das diversas clínicas e banco de olhos, vai até o familiar e faz a entrevista informando da importância da doação de órgãos e tecidos para transplante".

Durante a Semana Nacional, realizada de 20 a 27 de setembro, o HOL, por meio do Cihdott. promoveu um ciclo de cursos de cursos de capacitação sobre a entrevista familiar e a comunicação da má notícia, palestras e ação educativa para alertar  e conscientizar sobre o gesto de solidariedade.

"As ações são destinadas a equipe multidisciplinar do HOL, enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos e fisioterapeutas. Desenvolvendo também um trabalho de busca ativa de pacientes e doadores através da Central Estadual de Transplante (CET).  Na manhã do dia 27, em frente à recepção principal, será realizada a distribuição de material informativo sobre o processo de doação”, informou Jair Graim

Doador

Segundo o Redome, para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 35 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico e  algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Para o transplante de rim, há dois tipos de doadores: os doadores vivos, parentes ou não, e os doadores falecidos. Tanto os parentes, quanto os não parentes podem ser doadores, sendo necessária uma autorização. São feitos vários exames no doador para se certificar que apresenta rins com bom funcionamento, não possui nenhuma doença que possa ser transmitida ao paciente e o baixo risco para realizar a cirurgia e doar o rim.

No caso de doadores falecidos, os rins são retirados após se estabelecer o diagnóstico de morte encefálica e após a permissão dos familiares, seguindo todos os padrões rigorosos definidos pelo Conselho Federal de Medicina. Vários exames são realizados para ter certeza que o doador apresenta rins com bom funcionamento e que não possui nenhuma doença que possa ser transmitida ao receptor. O sangue do doador será cruzado com o dos receptores, e receberá o rim aquele paciente que for mais compatível. 

Qualquer pessoa, na faixa etária entre 2 e 70 anos, pode doar as córneas. Há critérios específicos de exclusão, como pacientes portadores de HIV e de Hepatites B e C. O ideal é que sejam retirados os tecidos oculares até seis horas após o falecimento. No entanto, precisa ter autorização familiar, uma análise sobre a morte e idade. O doador de córnea deve manifestar o interesse e informar a família. Após a morte, os familiares devem comunicar o médico responsável para que sejam tomados os procedimentos necessários. Os distúrbios de  miopia, hipermetropia e astigmatismo e outros distúrbios visuais, como catarata e glaucoma, não impedem a doação.

Texto: Viviane Nogueira (Ascom/Ophir Loyola)

Por Governo do Pará (SECOM)