Investimento em infraestrutura em transportes beneficia 11 regiões de integração do Pará

Recursos da ordem de quase R$ 2 bilhões vêm garantindo melhorias na malha rodoviária estadual paraense

22/11/2021 09h57 - Atualizada em 22/11/2021 11h22

Os investimentos feitos pelo Governo do Estado em infraestrutura de transportes para o biênio 2021/2022 chegam a quase R$ 2 bilhões, garantindo melhorias na malha rodoviária estadual em todas as 11 regiões de integração do Pará em forma de cerca de mil quilômetros de novas rodovias construídas e pavimentadas.

No Baixo Amazonas foram mais de R$ 195 milhões aplicados em 132,1 quilômetros de rodovias e 21 pontes; na região do Xingu estão sendo investidos R$ 189,8 milhões em 145 quilômetros de rodovias e a construção de uma ponte.

Próximo ao Baixo Amazonas, na região do Tapajós, são R$ 3,6 milhões destinados à execução de obras em estradas. Já no arquipélago do Marajó são R$ 21,5 milhões em 20,5 quilômetros de rodovias. Na região do Tocantins, R$ 162,4 milhões foram revertidos em quase 40 quilômetros de rodovias novas, e nove pontes. 

Na região do Guamá, que constitui a Região Metropolitana de Belém, estão sendo investidos R$184,7 milhões em 245,6 quilômetros de rodovias e seis pontes. No rio Caeté, R$ 112 milhões em recursos garantiram melhorias em 109,7 quilômetros de rodovias e 18 pontes. Na região do Tocantins, o investimento foi da ordem de R$ 425,4 milhões, resultando em 201,5 quilômetros de rodovias e 20 pontes.

O trabalho chega também na região do Lago de Tucuruí, onde estão sendo investidos R$ 75,4 milhões em quase 54 quilômetros de rodovias e ainda R$ 171,7 milhões aplicados em obras de 106,8 quilômetros de rodovias e 20 pontes na região do Carajás e R$ 242,1 milhões em 111,9 quilômetros de rodovias e 3 pontes na região do Araguaia.

No total, 41 rodovias foram beneficiadas pelo Governo do Estado, sendo que destas, 33 estão com obra em andamento e outras oito rodovias em fase de licitação para iniciarem a construção ainda este ano. As obras em execução abarcam as rodovias 287, 279, 275, 160, 477, 140, 318, 322, 220 (lotes 1 e 2), 424, 430, 150, 159, 124, 462, 380, Perna Leste, 407, 448, 256 (lotes 1, 2 e 3), 370 (lotes 1 e 2), Transuruará (lotes 1 e 2), 423, 427,437, 439 e 253.

“Pela primeira vez na história do Pará todas as regiões de integração do Pará recebem aporte de recursos de quase dois milhões de reais em obras de infraestrutura em transporte no modal rodoviário. O acolhimento aos cidadãos de todas as regiões vai além de permitir maior agilidade e segurança no tráfego de veículos, contribuir para a transformação da realidade social, pois garante, de forma indireta, melhoria na educação, saúde e bem-estar, emprego e renda, entre outros”, pontua o secretário de Estado de Transportes Adler Silveira.

 

Emprego e renda 

As obras de infraestrutura em transportes do Governo do Estado geram 26.188 mil empregos diretos e mais de 52 mil empregos de forma indireta. Há ainda a recomendação da gestão para que as empresas vencedoras das licitações, ao executarem as obras, deem prioridade para a contratação de trabalhadores locais qualificados. “Assim como pedimos que também façam as compras de suprimentos, como alimentos de operários, entre outros, do comércio local, movimentando também a economia do entorno da obra”, detalha Silveira. 

 

Pontes 

Além das estradas, pontes também estão sendo construídas ou estão tendo a estrutura de madeira substituída por concreto. Em obras de execução direta pela Setran estão sendo construídas 102 pontes em todas as regiões de integração do estado do Pará. Há ainda mais de 150 pontes que estão sendo construídas por meio de convênio com os municípios. 

Segundo o titular da Setran, Adler Silveira, o megaprojeto de investimento em infraestrutura em transportes vai além das estradas, há ainda aplicação de recursos em pontes que irão mudar a realidade do modal rodoviário no território paraense. Além das pontes de menor porte, mas que são fundamentais nas estradas paraenses, há sete pontes estratégicas para regiões de integração do Pará: ponte sobre o rio Meruú (Baixo Tocantins), terceira ponte sobre o rio Itacaiúnas (sudeste-Marabá), ponte sobre o rio Fresco (Sudeste-São Félix do Xingu), ponte sobre o rio Alto Acará (nordeste), ponte sobre o rio Alto Capim (Região do Rio Capim-Paragominas), Rio Curuá-Una (Baixo Amazonas), e ponte sobre o rio Tutuí (Região do Tapajós).

 

Obras concluídas 

A Setran concluiu e entregou à população obras em rodovias estratégicas em várias regiões de integração, entre elas a requalificação da rodovia PA-483, no trecho entre os trevos da Alça Viária e o Trevo do Peteca, garantindo maior segurança e o escoamento da produção na região nordeste do Eetado, no acesso ao porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Outra via estratégica entregue foi a Vicinal Carne de Sol, que liga a rodovia BR-222, no Pará, a São Pedro da Água Branca, no Maranhão – e dali com o Nordeste do Brasil -, passando pela localidade Carne de Sol.

Em Jacareacanga, foram executadas a construção e a pavimentação de dois trechos de asfalto no sudoeste do Pará. O primeiro deles, com oito quilômetros, beneficia quem vai da BR-230 (rodovia Transamazônica) até o centro da cidade. Já o segundo trecho asfaltado é a vicinal que dá acesso ao aeroporto da cidade. 

Já em Salinópolis, o Governo entregou a rodovia de acesso ao aeroporto do município, bem como o aeroporto. Outro aeroporto requalificado foi o de São Félix do Xingu.

Em Piçarra, no sudeste paraense, a pavimentação da PA-477 garantiu novos 13,3 quilômetros para a via, no trecho entre a cidade (Piçarra) e o entroncamento da vicinal Armazém Castro. A ação deve facilitar a trafegabilidade de motoristas e pedestres que utilizam da rodovia para chegar e sair do município.

No trecho urbano de Terra Santa, na PA-441 (Baixo Amazonas), houve entrega das obras de construção e pavimentação de 1,5 quilômetros por meio de convênio entre a Setran com a prefeitura local.

Também foram entregues, pavimentados, três quilômetros da PA-419 em Prainha e da PA-427, em Alenquer. As duas vias ganharam, além de asfalto, instalação de rede de drenagem para águas da chuva (bueiros), acostamento e meio-fio, sinalização horizontal e vertical, além de iluminação.

Por Kátia Aguiar (SETRAN)