Empresas participam da oficina de elaboração do Planbio

26/05/2022 20h05 - Atualizada em 27/05/2022 05h18

O setor privado participou, nesta quinta-feira (26), da 1ª oficina de elaboração do Plano Estadual de Bioeconomia (Planbio), promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) em parceria com a The Nature Conservancy (TNC) e Centro Brasil no Clima (CBC). O objetivo desse quarto dia de debates é ouvir representantes de empresas para mapeamento de problemas e construção do Planbio de forma integrada, conforme estabelecido pela Estratégia Estadual de Bioeconomia. Iniciado na última segunda-feira (23), o evento acontece até a próxima sexta-feira (27).

Representantes das empresas Go Health Foods (GHF/Santarém), Natura, Líbra, Peabiru Produtos da Floresta e Associação Brasileira das Empresas Concessionárias Florestais  (Confloresta), colaboraram de forma ativa e produtiva para a identificação de questões de um dos eixos do Planbio, Cadeias Produtivas e Negócio Sustentável, integrado pelo setor privado.

"Objetivo é que a gente possa construir o que se chama de modelo lógico, que identifica problemas, quais são as causas, quais são as consequências e qual seria o problema central relacionado em cada um dos eixos que estão na estratégia de bioeconomia", explica Guilherme Lima, gerente de estudos do CBC.

A partir do mapeamento de problemas dos eixos, é possível elaborar ações e formular o Planbio, para promover mudanças dessas questões. Renata Cunha participou da oficina representando a Natura Belém e considera que a bioeconomia é construída pela somatória das forças e de setores da sociedade e que a oficina contribui para a sinergia. 

"Então é muito interessante que o Governo do Estado esteja aberto para esses setores de forma integrada. Nós, como setor privado, buscamos esse aporte e esse suporte para que cada vez mais a gente consiga intensificar e ampliar as nossas ações, trazendo mais retorno econômico, mais renda para nossos parceiros e para quem comercializa esses produtos. A oficina foi conduzida de forma participativa, então ter a possibilidade de no mesmo ambiente ouvir parceiros do setor privado que atuam em diferentes setores e as demandas, é possível encontrar pontos  comuns, é quando se constrói um espaço colaborativo, a possibilidade de identificar demandas que são estruturais, que permeiam, independente da especificidade de cada setor", enfatiza ela. 

Programação - Nos primeiros dias, o evento foi realizado para representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs);  órgãos do governo, Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PIQCTs); e do setor privado. Nesta sexta-feira (27), a oficina será realizada para integrantes do meio acadêmico.

“A intenção é que este passo vire depois uma sistematização dos diferentes panoramas por setor a ser validado pelo mesmo grupo coletivamente. Então, a intenção é fazer um diagnóstico, elencar desafios e oportunidades de cada setor”, explicou o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), Rodolpho Zahluth Bastos.

Fases do Planbio - A expectativa é que a segunda rodada de oficinas aconteça no próximo mês de junho, entre representantes do governo e do Grupo de Trabalho de Bioeconomia. Outra expectativa é que nos meses de julho e agosto ocorrerão ajustes, redação e revisão; em outubro apresentação da Minuta do Plano e em novembro e dezembro uma consulta pública e ajustes finais para o lançamento do Plano sejam realizados.

Por Aline Saavedra (SEMAS)