Em Belém, Conferência Estadual fortalece e amplia a construção de políticas públicas para mulheres
A programação, que prossegue até sexta-feira (29), tem como tema 'Mais Democracia, Mais Igualdade e Mais Conquistas para Todas'

Cerca de 500 mulheres de diversas regiões paraenses participaram do primeiro dia da programação da 7ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, promovida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado das Mulheres (Semu), em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), no auditório do Hotel Princesa Louçã, em Belém, nesta quinta-feira (28). Entre os principais objetivos do evento está o debate sobre igualdade, diversidade e fortalecimento de políticas públicas.

Titular da Semu, Paula Gomes ressaltou que a construção deste espaço de escuta, diálogo e participação social é histórico no Pará. “Serão dois dias de discussão que busca fortalecer a democracia, garantir igualdade de direitos e de oportunidades para as nossas mulheres. Para isso, a construção de políticas públicas precisa ser baseada nas necessidades que as próprias mulheres manifestam, e este é mais um momento com esse propósito, de participação popular. Um passo que é capaz de transformar vidas e fazer um futuro diferente para as mulheres no nosso Estado”, assegurou a secretária.
A Conferência Estadual, que prossegue até sexta-feira (29), traz como tema “Mais Democracia, Mais Igualdade e Mais Conquistas para Todas”. O evento é resultado de um processo preparatório, que contou com 43 etapas municipais e a participação de cerca de 7 mil mulheres.

Compromisso - A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, realizou palestra magna na abertura da Conferência. “Fico emocionada de ver esse auditório cheio. A diversidade de representação mostra o compromisso do Estado com todas as mulheres. Lutamos juntos contra qualquer tipo de violência e machismo, além da luta para que as mulheres sejam, cada vez mais, protagonistas da sua história”, enfatizou.
Representante do Movimento pela Inclusão no Marajó, Elizete Nunes veio do município de Breves para participar do evento. “Como mulher com deficiência, morando em um arquipélago, venho trazer para a discussão nossas dificuldades, sobretudo pelas peculiaridades do Pará, quando muitas pessoas só têm os rios para se deslocar. Ter um espaço como esse da Conferência é fundamental, porque quando se oportuniza a fala, se oportuniza também a construção de soluções para as nossas dores”, frisou Elizete.

Valor da escuta - Conselheira municipal de Marabá, no sudeste paraense, Gilmara Neves destacou a participação popular na construção de políticas públicas voltadas às mulheres. “Não tem democracia sem a participação das mulheres, assim como não tem como a gente falar de igualdade em um estado de 144 municípios se a gente não passar por todos. E as etapas prévias da Conferência Estadual possibilitaram tudo isso. Ouvindo mulheres, conseguimos entender que tipo de política ela precisa em cada situação. A realização desse evento é mais uma conquista para todas nós”, assegurou.
Durante a tarde, o regimento da 7ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres foi lido e aprovado em plenária. Em seguida, as participantes foram encaminhadas para as salas onde se reuniram os grupos de trabalho.
Eixos - Foram organizados cinco grupos a partir dos eixos da 5ª Conferência Nacional: Política Municipal para as Mulheres; Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres; Políticas Públicas Temáticas; Sociedade dos Cuidados; Justiça Climática e Equidade dos Direitos das Mulheres.
Uma das participantes, Alaine Souza, 39 anos, assistente social e pedagoga em Garrafão do Norte, município do nordeste paraense, integrou o Eixo 1 – Política Municipal para as Mulheres - e destacou a importância de o município ser contemplado com propostas que fortaleçam as políticas públicas.
“Estamos aqui discutindo e propondo questões em nome de todas as mulheres de várias regiões para termos bons resultados. Espero que surjam novas propostas para que o município possa se desenvolver cada vez mais. Também venho em busca de conhecimento e experiência. Sofremos preconceitos e violência por parte dos homens, e com certeza esse é um ponto que precisa ser discutido”, afirmou Alaine.

Na sexta-feira (29), a programação será dedicada ao processo eleitoral. Pela manhã, as entidades candidatas à composição do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher serão apresentadas, seguidas da votação. Em plenária, também serão discutidas as propostas construídas nos grupos de trabalho.
À tarde será anunciado o resultado das eleições das entidades e realizadas as votações para a escolha das representantes do Pará na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Texto: Giovanna Abreu (Secom) e Nathalia Motta (Ascom/Fundação ParáPaz)