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Sespa reforça ações de prevenção, diagnóstico e combate à hanseníase no Janeiro Roxo

Campanha destaca a importância do diagnóstico precoce, do tratamento gratuito pelo SUS e do enfrentamento ao estigma associado à doença

Por Roberta Meireles (SESPA)
15/01/2026 10h29
Técnica da Sespa, Polyana Farias: "As ações estimulam o diagnóstico e reforçam que a hanseníase tem tratamento e cura”

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reforça, em 2026, a campanha nacional Janeiro Roxo, voltada à conscientização, prevenção e combate à hanseníase. A iniciativa tem como objetivo alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença, ainda marcada por preconceito e desinformação.

De acordo com a técnica da coordenação estadual do Programa de Controle da Hanseníase, Polyanna Farias, a realização de uma programação específica é fundamental para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a doença. “As ações educativas estimulam o diagnóstico precoce, reduzem casos tardios, previnem deficiências e reforçam que a hanseníase tem tratamento e cura”, destacou.

A programação do Projeto Janeiro Roxo 2026 será composta por atividades integradas e complementares, voltadas à conscientização da população, capacitação de profissionais de saúde e fortalecimento das ações de enfrentamento à hanseníase no Estado.

Prevenção e diagnóstico

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Apesar do estigma histórico, a doença tem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e cura. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, como tosse, fala ou espirro, em contato próximo e prolongado com pessoas doentes que não iniciaram o tratamento. Após a primeira dose da medicação, não há mais transmissão. A doença não é transmitida por abraços, aperto de mão ou compartilhamento de objetos.

O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico dermatológico e neurológico, com a identificação de lesões na pele, alterações de sensibilidade e comprometimento de nervos periféricos. Em crianças, a avaliação é ainda mais criteriosa. A Sespa orienta que, ao identificar sinais suspeitos, a população procure imediatamente uma unidade de saúde.

Tratamento

O tratamento da hanseníase é simples e eficaz, realizado com cartelas de comprimidos fornecidas mensalmente e de forma gratuita pelo SUS. A duração varia de seis meses a um ano, e a medicação pode ser retirada em qualquer unidade de saúde do Estado do Pará.

Combate ao estigma

Por meio da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Hanseníase, a Sespa desenvolve ações contínuas para ampliar o conhecimento da população sobre sinais, sintomas, formas de transmissão e tratamento da doença. Também investe na qualificação da rede de saúde, garantindo o diagnóstico precoce e prevenindo casos tardios que podem resultar em deficiências e reforçar a falsa ideia de que a hanseníase não tem cura. A informação correta é a principal ferramenta para combater o preconceito. Hanseníase tem tratamento e cura.
Em relação aos dados epidemiológicos, a Sespa informa que em 2024 foram diagnosticados 1.437 casos de hanseníase no Pará e, em 2025, 1.468 casos. Até o momento, não há registro de casos em 2026.

Confira as principais iniciativas deste Janeiro Roxo:
• Simpósio científico, realizado em parceria entre o CEPCH, URE Dr. Marcello Candia e UEPA, direcionado a instituições e entidades, com foco na hanseníase em menores de 15 anos;
• Atualização profissional, por meio de capacitação virtual promovida em parceria entre Universidade do Estado do Pará (UEPA), Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e URE Dr. Marcello Candia, voltada a médicos e enfermeiros, com conteúdos atualizados sobre diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença;
• Live técnica, em parceria com o Laboratório Central do Estado (Lacen), abordando o fortalecimento do diagnóstico laboratorial da hanseníase no Pará, destinada a técnicos de laboratório, biomédicos e bioquímicos;
• Ação social integrada, em colaboração com a UEPA e a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), com atividades de educação em saúde e atendimento médico à comunidade;
• Mobilização municipal – Dia D, com estímulo aos municípios para a realização de ações de busca ativa de casos, educação em saúde, atendimento médico e avaliação neurológica simplificada.

Texto de Suellen Santos / Ascom Sespa