Sespa alerta para recolhimento de lotes de fórmulas infantis por risco de contaminação
Medida preventiva segue determinação da Anvisa após identificação de toxina bacteriana em fábrica; consumidores devem conferir lotes de marcas como Nan e Nestogeno
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), por meio do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária (Devs), orienta a população paraense sobre a suspensão do consumo de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme, Nanlac Supreme, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, conforme determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Essa é uma medida da Anvisa, adotada após a Nestlé decidir pelo recolhimento voluntário e preventivo em todo o mundo desses produtos após identificar, em uma fábrica localizada na Holanda, a possível presença de Cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus Cereus.
“Essa é uma orientação técnica do Ministério da Saúde, adotada de forma preventiva para proteger a saúde das nossas crianças. A Sespa atua de maneira integrada com a Anvisa, os municípios e os estabelecimentos comerciais para garantir que apenas os lotes identificados sejam retirados de circulação. É um trabalho de vigilância contínuo, que demonstra o compromisso do SUS com a segurança dos produtos e com a saúde da população paraense”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária Estadual, Vânia Brilhante.
Ainda de acordo com a Vigilância Sanitária da Sespa, os consumidores que utilizam esses produtos devem verificar atentamente no rótulo, o nome do produto, faixa etária e gramatura, e no fundo da lata o lote e a data de validade. Caso o produto pertença a um dos lotes proibidos, ele não deve ser oferecido para consumo. Os demais lotes seguem liberados e podem ser consumidos normalmente. Em situações de dúvida ou para orientações sobre troca ou devolução, a recomendação é entrar em contato diretamente com a Nestlé Brasil Ltda., por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) informado na embalagem ou no site da empresa.
A Sespa reforça ainda que se a criança tiver consumido algum dos lotes proibidos e apresentar vômito persistente, diarreia, sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções, os responsáveis devem procurar atendimento médico imediatamente, levando a embalagem do produto. Além disso, é fundamental realizar a notificação à Anvisa por meio do site e-Notivisa, com uma conta no portal do governo federal, fortalecendo a vigilância e o monitoramento sanitário, para promover ações de proteção à saúde pública.
O Departamento Estadual de Vigilância Sanitária enviou comunicados às Vigilâncias Sanitárias dos Centros Regionais de Saúde (CRS), que, por sua vez, orientam as Vigilâncias Sanitárias Municipais, responsáveis diretas pelas fiscalizações. Para os estabelecimentos comerciais, como farmácias, drogarias, supermercados e demais pontos de venda, a orientação é clara: verificar os números dos lotes descritos na Resolução-RE nº 32/2026, retirar imediatamente os produtos da exposição à venda, entrar em contato com o distribuidor e aguardar o recolhimento pela empresa fabricante. Os lotes suspensos podem ser consultados no site oficial da Anvisa, e a Sespa destaca que apenas os lotes listados no comunicado devem ser retirados de consumo, não havendo recomendação de suspensão generalizada dos produtos ou das marcas envolvidas.
A Sespa reforça que a colaboração da população e dos estabelecimentos comerciais é fundamental para a efetividade da medida e lembra que qualquer suspeita ou problema relacionado a produtos sujeitos à vigilância sanitária deve ser notificado à Anvisa pelos canais oficiais.
A lista completa dos lotes proibidos pode ser acessada aqui.
Texto: Caroliny Pinho (Ascom Sespa)
