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Hospital Oncológico Infantil celebra Dia do Mágico com ações de humanização e sorrisos

Iniciativa busca reforçar o cuidado integral, utilizando a ludicidade como ferramenta para aliviar a tensão do tratamento e fortalecer o bem-estar emocional das crianças

Por Governo do Pará (SECOM)
29/01/2026 17h02

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) promoveu, nesta quinta-feira (29), uma ação especial em alusão ao Dia do Mágico, a ser celebrado neste sábado (31). A iniciativa, promovida pela equipe de Humanização, buscou criar situações de encantamento dentro do ambiente hospitalar, proporcionando bem-estar, socialização e alegria para os pequenos pacientes. Por meio da mágica, a ação ajudou a transformar a rotina hospitalar em um momento lúdico, reforçando a importância do cuidado integral, que vai além do tratamento clínico e valoriza o emocional e o imaginário infantil.

Nathan Correia, 29 anos, foi o responsável por levar a magia até as crianças, na brinquedoteca. Mais conhecido como Mágico Nathan ou Tio Nathan, o produtor cultural destaca que a motivação para realizar um trabalho voluntário no hospital é a certeza de que todos merecem recreação, participar de brincadeiras. “A mágica tem esse poder de trazer alegria, diversão e encanto. Estar no hospital é uma condição muito delicada, e com a mágica a gente consegue ultrapassar um pouco essas barreiras e levar mais alegria para um momento tão sensível”, afirmou.

O voluntário explicou que o espetáculo é pensado especialmente para o público infantil, respeitando as condições clínicas de cada criança. “Quando percebemos que a criança não pode ir à frente ou ficar em pé, adaptamos para que, mesmo sentada, participe usando a varinha mágica, falando a palavra mágica e fazendo a mágica acontecer. A grande estrela não é o mágico, mas o público. As crianças precisam se sentir heroínas do espetáculo. Eu sou apenas um intermediador, porque o mais importante é que elas se sintam parte da mágica”, destacou.

Renata Nunes, 32 anos, é mãe do Miguel Clésius, de 6 anos, diagnosticado com leucemia. Para ela, é um privilégio o filho estar recebendo tratamento em um espaço acolhedor. “A cada dia é um motivo para agradecer, a cada dia ele alcança a cura. Sou muito grata por poder dar boas gargalhadas, fico feliz em saber que existem pessoas que se dedicam a amenizar as nossas preocupações diárias e oferecer alegria para as crianças”, disse.

Luiz Felipe Dias, de 10 anos, morador do município de Primavera, no nordeste paraense, contou qual foi o truque que mais o encantou durante a apresentação. “Eu gostei mais da mágica do cubo”, disse. Segundo ele, o que chamou atenção foi o momento em que o mágico mostrava o cubo vazio, virava para um lado, depois para o outro, e, ao abrir novamente, não havia nada dentro. “Depois, o cubo apareceu dentro da caixa. Foi tipo um teletransporte”, explicou, empolgado.

Membro da equipe de Humanização do Hoiol, Jucinara Gaia, 35 anos, destacou que a mágica tem um papel fundamental no processo de humanização do atendimento hospitalar. “A mágica proporciona à criança um momento de lazer e distração durante a internação. É um espaço em que ela pode interagir com o mágico, brincar e sair, ainda que por um instante, da rotina do leito. Os pacientes que recebem liberação conseguem participar da atividade em um ambiente diferente, o que contribui para que esqueçam um pouco o lado da doença. Esse momento é extremamente importante para o bem-estar da criança”, afirmou.

Segundo ela, atividades como a mágica também ajudam a fortalecer os vínculos entre pacientes, familiares e a equipe do hospital. “Essas ações promovem a interação entre as crianças, acompanhantes e profissionais, criando um ambiente mais acolhedor, de troca e aproximação. E esse vínculo é essencial para tornar a experiência hospitalar mais leve e humanizada”, destacou.

Texto: Leila Cruz - Ascom Hoiol