Estado reforça importância do período de defeso do caranguejo-uçá na proteção aos manguezais no Pará
O primeiro ciclo do defeso em 2026 ocorre de 1º a 6 de fevereiro, conforme o calendário oficial, e se estende em outros períodos ao longo do primeiro semestre
O Governo do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), reforça as orientações sobre o período de defeso do caranguejo-uçá, medida essencial para garantir a reprodução da espécie e a conservação dos manguezais paraenses. Durante o defeso, o caranguejo sai das tocas para o período reprodutivo, conhecido popularmente como “andada”, o que torna a espécie mais vulnerável à captura.
O primeiro ciclo do defeso em 2026 ocorre de 1º a 6 de fevereiro, conforme o calendário oficial, e se estende em outros períodos ao longo do primeiro semestre. A medida vale para diversos estágios da espécie e proíbe a captura, o transporte e a comercialização do caranguejo-uçá durante os dias estabelecidos, sob pena de multas e demais sanções previstas na legislação ambiental.
Além do primeiro ciclo, o calendário do defeso do caranguejo-uçá em 2026 inclui os períodos de 17 a 22 de fevereiro, 3 a 8 de março, 18 a 23 de março, 1º a 6 de abril e 17 a 22 de abril. A comercialização da espécie só é permitida mediante declaração de estoque, registrada junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com a quantidade existente antes do início de cada ciclo do defeso.
Para assegurar o cumprimento das regras, técnicos do Ideflor-Bio e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) irão intensificar ações de orientação e fiscalização em feiras livres, mercados e pontos de venda de diversos municípios paraenses. O objetivo é coibir a comercialização irregular e conscientizar consumidores, comerciantes e catadores sobre a importância do respeito ao defeso.
Conscientização - Segundo o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a medida é fundamental para o equilíbrio ambiental e para a manutenção da atividade no longo prazo. “O defeso do caranguejo-uçá é uma estratégia indispensável para proteger o ciclo reprodutivo da espécie, preservar os manguezais e garantir que as futuras gerações continuem dependendo desse recurso de forma sustentável”, afirmou.
Nilson Pinto reforça, ainda, que a colaboração da sociedade é decisiva para o sucesso da iniciativa. “Respeitar o defeso significa proteger a biodiversidade, assegurar a sobrevivência do caranguejo-uçá e fortalecer a sustentabilidade dos manguezais, ambientes essenciais para a vida marinha e para as comunidades tradicionais do Estado”, finalizou o presidente do Ideflor-Bio.
