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DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA

Governo do Pará amplia em 52% o número de mamografias no Hospital Abelardo Santos

Unidade saltou de 2.183 procedimentos em 2023 para 3.326 em 2025, ampliando o combate contra o câncer de mama no território paraense

Por Diego Monteiro (HRAS)
05/02/2026 08h53
HRAS busca desmistificar o exame de mamografia para garantir tranquilidade e saúde às paraenses

O Governo do Pará ampliou a oferta de serviços clínicos e laboratoriais no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém. O avanço na estrutura e no atendimento reflete, por exemplo, no número de mamografias realizadas na unidade, que registrou aumento de 52% entre 2023 e 2025. O exame é uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Hellen Sarah, 52 anos, relata que mantém os exames de rotina em dia e sempre solicita a mamografia para acompanhar a própria saúde. Para ela, o acesso gratuito ao procedimento faz toda a diferença. “Se existe um serviço de qualidade e sem custo, precisamos utilizar. Sou grata ao Hospital Abelardo Santos por oferecer esse suporte, com profissionais qualificados”, afirmou a autônoma.

Para a auxiliar administrativa, Maria Paiva Marques, o avanço no nº representa uma esperança na queda dos índices de câncer

O salto na realização dos exames ocorreu em 2025, ano em que a unidade registrou 3.326 mamografias. Em 2023, haviam sido realizados 2.183 exames, o que representa a oferta de 1.143 vagas adicionais às mulheres. “Ou seja, mais mulheres protegidas. Quem sabe, uma queda nos números de câncer de mama no país. Fico feliz de me cuidar”, afirmou a auxiliar administrativa Maria Paiva Marques, 54 anos.

Considerada a maior unidade de saúde pública do Pará, o Hospital Abelardo Santos é referência no atendimento à saúde da mulher. A unidade mantém pronto-socorro obstétrico e ginecológico em funcionamento 24 horas por dia, com atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além da mamografia, o hospital disponibiliza mais de 20 tipos de exames clínicos e laboratoriais à população.

A autônoma, Hellen Sarah, reforça que o acesso gratuito e de qualidade no HRAS é fundamental para manter a saúde em dia

Crescimento

Em 2025, o Governo do Pará aprimorou estratégias e ampliou a destinação de recursos para a saúde, superando o mínimo constitucional de 12% e alcançando 14,32% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT). Com isso, assegurou a continuidade e a ampliação dos equipamentos de saúde, pautadas nos princípios do SUS, com participação social e foco na qualidade de vida da população.

Titular da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), Ualame Machado, destaca que o bom resultado é reflexo de uma estratégia de descentralização e fortalecimento da rede estadual de saúde. “Não estamos falando só de números, mas de mais de mil mulheres que tiveram a oportunidade de realizar o exame e obter um diagnóstico precoce, com o uso de estrutura e tecnologia de ponta”.

A coordenadora do ambulatório do HRAS, Lauriane Barros, acrescenta: “Ao observarmos o aumento nesse tipo de exame, entendemos que, cada vez mais, as mulheres estão atentas aos riscos do câncer de mama. Para nós, isso é, acima de tudo, motivo de orgulho, pois o objetivo é exatamente incentivar para que esse procedimento seja realizado e para evitar maiores complicações futuras", disse.

“Muitas mulheres ainda chegam com receio devido a mitos que ouvimos na sociedade, mas a realidade é que a mamografia é um procedimento muito simples. Leva apenas alguns segundos e logo a paciente está liberada para seguir sua rotina. É um investimento rápido de tempo para garantir anos de tranquilidade, com o laudo ficando pronto em cerca de 10 dias”, concluiu Lauriane

Dia Nacional da Mamografia

Nesta quinta-feira (5), Dia Nacional da Mamografia, o HRAS reforça as orientações da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), que afirma que o exame periódico pode reduzir as mortes em até 40%, ao permitir o diagnóstico precoce e o início mais rápido do tratamento. Diante disso, é importante reforçar a importância do exame, já que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para cada ano do triênio 2023–2025, são estimados 73.610 novos casos da doença.

Ainda conforme o Inca, a recomendação é que o início dos exames de rastreamento ocorra a partir dos 40 anos, na ausência de histórico familiar. Para aquelas com antecedentes familiares, essa idade deve ser ajustada com base na avaliação e orientação de um mastologista.