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Novos docentes da Uepa para a capital e interior participam de cerimônia de acolhimento

Mais de 60 professores efetivos participaram de evento solene realizado na manhã desta quinta-feira (5)

Por Marília Jardim (UEPA)
05/02/2026 15h57
Professores aprovados vão atuar em Belém e no interior

“Mamãe Uepa” é um termo afetuoso que candidatos a calouros ou alunos passaram a utilizar nas redes sociais para se referirem à Universidade do Estado do Pará. E na manhã desta quinta-feira (5), na Cerimônia de Acolhimento de 66 novos professores, no auditório da Universidade, alguns desses filhos retornaram à casa, para atuarem como docentes, tanto nos campi da capital como no interior. Esse foi o caso de Lívia Maria Oliveira, pedagoga, especialista em Pedagogia Educacional, formada pela Uepa em 2008, ainda no antigo curso de Formação de Professores, que passou pela transição para o curso de pedagogia. Mestra e doutora em Educação, ela foi aprovada no concurso para a disciplina Didática Geral Especial, no campus de São Miguel do Guamá. 

“Eu estou muito feliz por voltar para casa e voltar para o meu território, porque eu sou de Castanhal. Então, aquela região do nordeste paraense é o meu território, onde eu passei toda a minha infância. E aí, agora vou trabalhar na zona rural de São Miguel do Guamá, onde tem as comunidades quilombolas, as comunidades mais tradicionais. E hoje eu observo que a própria presença da professora preta dentro da universidade, que também utilizou de todos os espaços públicos para ter uma formação profissional qualificada, já é uma grande contribuição e pode ser encarada como uma ação afirmativa”, afirmou Lívia. 

Lívia Maria Oliveira, agora docente da universidade, fez sua a graduação na Uepa

Além da vaga da professora Lívia Maria, outras 42 foram destinadas aos campi da interiorização. No total foram contemplados 21 departamentos distribuídos nos três centros da Uepa, Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT). 

Os 66 novos docentes efetivos convocados do concurso realizado em 2025 foram convidados a participar da Cerimônia de Acolhimento organizada pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e a Diretoria de Desenvolvimento do Ensino (DDE). Na ocasião, o reitor da Uepa, Clay Chagas, celebrou a chegada dos novos concursados, exaltando a importância dos professores universitários que “já devem compreender como essa vida de docência transforma, enquanto pessoa, e transforma a realidade de cada aluno que conhecemos”.

O reitor também explicou que o momento atual é fruto de um longo trabalho da gestão superior. “Desde 2021, a gestão vem trabalhando para ampliar o número de cargos na lei da Uepa e, em seguida, conseguir orçamento para poder fazer o concurso. O último desafio para a realização do concurso, que ocorreu em 2023, foi decidir sobre a alocação das vagas ofertadas. Esse concurso foi construído a muitas mãos, quase 500 pessoas trabalhando diretamente e indiretamente. O mérito é de vocês que estudaram para passar, mas também quero agradecer a nossa equipe, aos que trabalharam para nomear quase 300 professores desde que o concurso foi realizado”, concluiu o professor Clay Chagas. 

Filho da “mamãe Uepa”

Renato Garcia Lisboa Borges formou-se pela Uepa e hoje retorna como professor

Para ocupar uma vaga como professor do curso de medicina, Renato Garcia Lisboa Borges, formado pela Uepa em 2012, dá continuidade a uma história que começou em 2007, quando ingressou na instituição como estudante. Na Uepa ele conheceu a esposa, Heliana Góes, médica dermatologista, que foi colega de turma. Na Uepa ele cursou mestrado, depois de ter realizado três cursos de residência médica em São Paulo e na Uepa ele está cursando o doutorado. Com toda essa trajetória, Renato concorda com a afirmação de que a universidade é realmente como uma mãe para ele, pois está associado às dimensões afetivas, acadêmicas e profissionais da vida dele. 

“Eu sempre estive muito relacionado ao ambiente acadêmico. Desde da graduação, participei de projetos de pesquisa, fui bolsista em vários projetos. Eu acho que a partir do segundo ano eu consegui bolsa de pesquisa até a formação. E uma coisa que me marcou na cerimônia de solenidade da formatura do nosso curso pela Uepa foi que a então reitora comentou que a universidade, para fazer o papel dela, de mudar uma realidade local, seria importante que nós, médicos, nos formássemos, fôssemos fazer nossas formações complementares, especializações e voltássemos para a nossa região para mudar o papel local. E quando a gente faz isso, a Uepa concluiu realmente o papel dela na sociedade”, reflete Renato Borges.

Gestão superior com os novos docentes

Texto: Guaciara Freitas (Ascom/Uepa)