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HUMANIZAÇÃO

Assistência social transforma cuidado em dignidade com média de 2.500 atendimentos mensais no Hospital Galileu

Atuação garante direitos, articula rede de apoio e assegura continuidade do tratamento além da alta hospitalar

Por Ascom Sespa (SESPA)
02/04/2026 16h23

No Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Região Metropolitana de Belém, referência em trauma ortopédico no Pará, o cuidado ao paciente não se limita ao tratamento clínico. É na atuação estratégica da assistência social que muitos usuários encontram acolhimento, orientação e acesso a direitos fundamentais.

Presente desde a admissão, o setor atua de forma integrada à equipe multiprofissional, identificando demandas sociais, mediando relações e organizando o suporte necessário para uma alta segura. “O serviço social atua na garantia de direitos dos usuários durante o processo de internação, promovendo um atendimento humanizado e integral. Nosso papel envolve identificar demandas sociais, mediar a relação entre paciente, família e equipe e contribuir para a continuidade do cuidado, considerando os determinantes sociais de saúde”, destaca a coordenadora multiprofissional, Tyssia Costa.

Com uma equipe formada por quatro assistentes sociais e média de 2.500 atendimentos mensais, o serviço é acionado principalmente em situações de vulnerabilidade, ausência de rede de apoio, conflitos familiares e necessidade de acesso a benefícios sociais. O fluxo começa ainda na internação, com participação nas visitas multiprofissionais, identificação ativa de demandas e encaminhamentos internos e externos.

Esse trabalho ganha dimensão concreta em histórias como a de E. M. dos S., paciente em situação de rua que chegou à unidade sem suporte social. A partir da atuação do serviço social, foi realizada a articulação com a rede de assistência, por meio do Centro Pop, garantindo seu acolhimento na Casa de Abrigo Camar 1 e o acesso à proteção social. “Foi um trabalho de articulação que assegurou o direito desse usuário”, reforça Tyssia.

A assistente social Izana Nobre explica que as demandas do setor têm um ponto em comum: a necessidade de garantir direitos e dar suporte a pacientes em situação de vulnerabilidade. O atendimento envolve desde orientações sobre benefícios sociais, como INSS, BPC e TFD, até mediação de conflitos familiares, organização de rede de apoio e encaminhamentos para a rede socioassistencial e de saúde.

Segundo ela, a abordagem é sempre ética e acolhedora, baseada na escuta qualificada e na construção de um plano de intervenção individualizado. “Buscamos minimizar riscos sociais e fortalecer vínculos, garantindo que o cuidado não se limite ao período de internação”, afirma.

A continuidade do tratamento após a alta também passa diretamente pela atuação do serviço social. “Atuamos no planejamento de alta responsável, articulando com a rede de apoio para assegurar que o paciente tenha condições de seguir o tratamento com acesso à saúde, assistência social e suporte familiar”, explica Izana. Essa articulação ocorre de forma contínua com equipamentos como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e unidades de saúde, garantindo a integralidade do cuidado.

Para a profissional, esse olhar ampliado é o que sustenta a humanização da assistência. “O paciente precisa ser visto em sua totalidade - não apenas clínica, mas também social, emocional e familiar. É isso que permite um cuidado mais digno, acolhedor e resolutivo”, conclui.

Serviço: Na estrutura do hospital, gerenciado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a integração entre assistência social, psicologia, enfermagem, fisioterapia, nutrição e equipe médica fortalece um modelo de cuidado verdadeiramente integral.

Texto: Ascom/HPEG