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Hospital de Clínicas Gaspar Vianna reforça importância do cuidado constante com a pressão arterial

A hipertensão é uma doença silenciosa, que pode evoluir sem sintomas: por isso é essencial o diagnóstico precoce e monitoramento contínuo

Por Lucila Pereira (HC)
27/04/2026 16h49

O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular em alusão ao Dia de Combate à Hipertensão Arterial - 26 de Abril. A doença, considerada silenciosa, pode evoluir para complicações graves quando não identificada e tratada adequadamente. De acordo com as diretrizes mais recentes, a pressão arterial considerada normal deve ser inferior a 12 por 8 (120/80 mmHg), sendo que valores nesse limite já exigem atenção e medidas preventivas.

De acordo com o cardiologista Kleber Ponzi, a hipertensão arterial, na maioria dos casos, não apresenta sintomas, o que dificulta a identificação precoce. “Em geral, a hipertensão não causa sintomas. Quando surgem, muitas vezes já indicam a presença de complicações”, ressaltou.

Essa característica faz com que muitos pacientes só descubram a doença em estágios mais avançados, quando órgãos importantes já podem estar comprometidos.

Aferir a pressão arterial é fundamental para evitar agravos

A aposentada Maria dos Milagres de Carvalho, 62 anos, veio de Altamira - município do Oeste paraense - para atendimento no HC, contou que nunca teve pressão alta. "Sempre fui diabética. A pressão só alterou quando enfartei, há mais de dois anos, mas depois normalizou”.

Atualmente internada, ela aguarda procedimento cirúrgico após exames identificarem obstruções nas artérias coronárias. “O médico disse que eu precisava ficar internada para operar. Estou com duas artérias comprometidas, uma com 100% e outra com 80%”, acrescentou.

Maria dos Milagres de Carvalho descobriu a doença em estágio avançado

Diagnóstico - Mesmo sem sintomas aparentes, a hipertensão pode apresentar sinais indiretos por meio de exames. Segundo o especialista, alterações em eletrocardiograma, exames de sangue, especialmente os que avaliam a função renal, e exames de urina podem indicar que a pressão arterial não está controlada. “Esses exames podem mostrar alterações relacionadas à pressão alta, principalmente em órgãos como coração, rins e cérebro”, informou o cardiologista.

Cardiologista Kleber Ponzi: exames específicos ajudam no diagnóstico

O acompanhamento médico regular é fundamental, tanto para pacientes diagnosticados quanto para pessoas com histórico familiar da doença. Durante as consultas, além da aferição da pressão arterial, são solicitados exames complementares para monitorar possíveis impactos no organismo.

“Sendo uma doença silenciosa, nesse acompanhamento médico, além da própria medida da pressão arterial, alguns exames complementares vão ser solicitados, como eletrocardiograma e exames de sangue com avaliação da função renal”, explicou Kleber Ponzi.

Ele também destacou a importância de exames específicos, como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), que permite avaliar os níveis de pressão ao longo de 24 horas.

Alerta de paciente - Moradora de Belém, Maria da Glória dos Santos, 59 anos, também só descobriu a hipertensão após apresentar complicações. “Eu nunca soube que tinha pressão alta. Nunca senti nada. A primeira vez foi quando tive um começo de infarto”, contou.

Mesmo com acompanhamento regular para diabetes, ela não se preocupava com a pressão arterial. Hoje, faz um alerta. “Se eu soubesse antes, tinha me cuidado para não parar aqui. O que eu senti é muito ruim, muita dor. Eu não quero que ninguém passe por isso”, disse Maria. Com histórico familiar de doenças cardíacas, ela reforçou a importância da prevenção com o cuidado constante.

A recomendação dos especialistas é que a população mantenha o acompanhamento regular, especialmente em casos de fatores de risco, já que o controle adequado da pressão arterial é essencial para evitar complicações ao longo do tempo.

O cardiologista Kleber Ponzi reforçou que o monitoramento contínuo é indispensável, mesmo na ausência de sintomas. “Por se tratar de uma doença silenciosa, o acompanhamento regular é fundamental para garantir o controle da pressão arterial e prevenir complicações”, reforçou.

Texto: Kelly Barros - Ascom / HC