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Pará prepara 4 novas áreas industriais para ampliar produção e empregos

Projetos conduzidos pelo Governo do Estado em quatro municípios atraem empresas: distritos já reúnem 220 empreendimentos ativos e 65,5 mil empregos diretos e indiretos

Por Governo do Pará (SECOM)
16/10/2026 12h16
Distrito Industrial de Barcarena

O Governo do Pará prepara quatro novas áreas industriais para receber empresas e ampliar a produção em diferentes regiões do Estado. A expansão contempla o Condomínio Industrial de Castanhal, os Distritos Industriais de Santarém e Breves e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena. Os projetos são conduzidos pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) e estão em diferentes etapas de preparação.

Reunião da Codec com a Bravo Metals, a empresa âncora da ZPE de Barcarena: mais três já manifestaram interesse

O interesse em adquirir lotes industriais reúne 112 empresas em Castanhal e 144 cadastradas em Santarém. Na ZPE de Barcarena, a Bravo Mineração é a empresa âncora, e outras três empresas manifestaram interesse: uma do setor de alimentos e duas do segmento de combustível de aviação.

Os novos empreendimentos ampliam uma estrutura que já participa da economia paraense. Segundo levantamento da Diretoria Técnica da Codec, os Distritos Industriais de Ananindeua, Barcarena, Icoaraci, em Belém, e Marabá reúnem 220 empresas ativas e contabilizam 65.550 empregos diretos e indiretos.

No planejamento para 2026 a 2029, a Diretoria Técnica apresenta uma perspectiva de mais de 170 mil empregos diretos e indiretos, nos quatro novos projetos, conforme sua implantação e ocupação. As áreas previstas oferecem capacidade para cerca de 570 unidades industriais.

“Quem investe precisa saber onde pode se instalar e quais condições terá para produzir. A Codec planeja as áreas, orienta as empresas e trabalha com os municípios para viabilizar os empreendimentos. O resultado que buscamos é emprego para a população e oportunidades para os negócios paraenses”, detalha o presidente da Codec, Lutfala Bitar.

Espaços planejados e áreas subsidiadas

Os distritos industriais são espaços destinados à instalação de empresas, com planejamento dos lotes, dos acessos e da infraestrutura necessária às operações. Essa organização considera o recebimento de matérias-primas, a circulação de veículos e a distribuição da produção.

No condomínio industrial de lotes, cada empresa constrói sua unidade no espaço adquirido e utiliza a infraestrutura compartilhada. Em Castanhal, caberá à Codec implantar as estruturas de uso comum, enquanto os empresários serão responsáveis pela construção e instalação de suas unidades.

As áreas comercializadas pela Codec têm preços subsidiados, que variam conforme o município e o distrito industrial. Essa condição reduz o custo de aquisição do terreno e pode facilitar a instalação de empreendimentos no Estado.

A chegada de uma indústria também cria demanda por transporte, manutenção, alimentação, equipamentos, embalagens e serviços técnicos. Quando fornecedores locais participam dessas operações, os efeitos do investimento alcançam outros negócios e ampliam a circulação de renda nos municípios.

Distritos existentes têm espaço para novos negócios

Os quatro distritos administrados pela Codec abrangem 6.597,83 hectares, dos quais 1.713,07 hectares estão registrados como disponíveis no levantamento da Diretoria Técnica.

Barcarena possui 3.050,00 hectares, com 1.115,93 hectares disponíveis. Suas 72 empresas ativas contabilizam 7.320 empregos diretos e 17.280 indiretos. Em Marabá, os Distritos Industriais I e II somam 2.886,23 hectares, com 592,97 hectares disponíveis. As 33 empresas ativas registram 1.980 empregos diretos e 7.920 indiretos.

Ananindeua reúne 75 empresas ativas em 457,49 hectares, com 4,17 hectares disponíveis, e contabiliza 4.500 empregos diretos e 15.750 indiretos. Em Belém, o Distrito Industrial de Icoaraci ocupa 204,11 hectares e abriga 40 empresas ativas, com 2.400 empregos diretos e 8.400 indiretos.

Nessas áreas, há empreendimentos de alimentos, logística, transformação mineral, construção naval, materiais de construção, reciclagem, siderurgia e metalurgia, entre outros segmentos. O planejamento da Codec também contempla manutenção e revitalização, com melhorias em vias, calçadas, sinalização e urbanização, para apoiar as operações e favorecer a instalação de novos negócios.

Novos projetos em diferentes regiões

O Condomínio Industrial de Castanhal ocupará aproximadamente 143 hectares, com previsão de 254 lotes em duas etapas. A primeira terá 119 lotes. A área fica às margens da PA-136, no eixo Castanhal–Inhangapi, a cerca de cinco quilômetros da BR-316.

O projeto prevê vias preparadas para tráfego pesado, pavimentação, drenagem, redes de água e esgoto, energia elétrica e iluminação pública. Também contempla pórtico de acesso e espaços administrativos, institucionais e de apoio.

Os projetos de engenharia e o memorial de incorporação já foram elaborados, e o empreendimento possui as licenças ambientais prévia e de instalação. A Codec prepara os procedimentos para a implantação física e a comercialização da primeira etapa.

No oeste paraense, o futuro Distrito Industrial de Santarém terá 174,84 hectares e 146 lotes, com potencial estimado de gerar até 10 mil empregos diretos e indiretos. As 144 empresas cadastradas manifestaram interesse em uma área no empreendimento.

A regularização fundiária foi concluída em três dos quatro imóveis que compõem o espaço. Encerrada essa etapa, a Codec poderá avançar para o projeto executivo de implantação e os estudos ambientais. A instalação de indústrias pode ampliar o beneficiamento da produção regional e estimular atividades de armazenamento, transporte e distribuição.

Em Breves, no arquipélago do Marajó, o planejamento prevê 196,99 hectares e 93 lotes. Os serviços necessários ao licenciamento ambiental foram contratados, com início previsto para outubro de 2026.

A ocupação será organizada conforme o zoneamento econômico e a compatibilidade entre as atividades industriais. Segundo informações divulgadas pela Codec, o Decreto nº 532/2021 prevê benefícios fiscais para indústrias instaladas no Arquipélago do Marajó, incluindo incentivos relacionados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao consumo de energia elétrica.

ZPE de Barcarena combina acesso ao porto e regime de exportação

Distrito Industrial de Barcarena também já anunciou a ampliação de área para a instalação de terminal multimodal

A Zona de Processamento de Exportação de Barcarena se prepara para entrar na fase de licenciamento ambiental. Inserida no Distrito Industrial de Barcarena, próxima ao Complexo Portuário de Vila do Conde, essa ZPE terá acesso terrestre pela Alça Viária e pelas rodovias PA-151 e PA-483. A localização oferece alternativas para o transporte de insumos e o escoamento da produção destinada ao mercado internacional.

Uma Zona de Processamento de Exportação é uma área industrial destinada à instalação de empresas predominantemente exportadoras, com tratamento tributário, administrativo e cambial diferenciado. Esses mecanismos, sujeitos às regras do regime, podem favorecer a competitividade dos empreendimentos.

O planejamento de implantação apresentado pela Diretoria Técnica da Codec contempla 175,81 hectares e 82 lotes. A Bravo Mineração é a empresa âncora, acompanhada do interesse de uma empresa de alimentos e de duas do segmento de combustível de aviação.

Distrito Industrial de Barcarena prevê a instalação de terminal multimodal

Mais valor à produção paraense

A expansão industrial pode contribuir para a verticalização da produção, permitindo que mais etapas de beneficiamento e fabricação sejam realizadas dentro do Pará. O processamento local amplia as possibilidades de comercializar produtos de maior valor e gerar trabalho ao longo das cadeias produtivas.

Na indústria de alimentos, por exemplo, uma unidade pode adquirir a produção regional, contratar trabalhadores e utilizar serviços de embalagem, armazenamento e transporte. A participação de fornecedores paraenses permite que os efeitos econômicos do investimento alcancem diferentes etapas da produção.

A proximidade entre empresas também pode favorecer práticas de economia circular. Quando há compatibilidade técnica e ambiental, materiais e subprodutos de uma atividade podem ser aproveitados como insumos por outra, reduzindo desperdícios e criando possibilidades de fornecimento.

“O Pará pode gerar mais riqueza ao transformar aqui suas matérias-primas. Cada etapa de beneficiamento abre possibilidades de trabalho e de contratação de fornecedores locais. Queremos ampliar essa capacidade e estimular o aproveitamento de materiais que possam voltar à produção, para que os investimentos gerem renda e façam melhor uso dos recursos”, destaca Lutfala Bitar.

Empresários interessados podem acessar o site codec.pa.gov.br para manifestar interesse e agendar uma visita. O atendimento permite conhecer as áreas e receber orientações sobre as condições de instalação.

Texto: Thaís Veiga / Codec