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CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Programa Startup Pará apresenta 17 projetos inovadores no Demoday

O 'Biossensor Agrogene', que pode ser um aliado na produção do cacau, é uma das iniciativas que resultam das maratonas de inovação promovidas pelo programa estadual

Por Bruna Ribeiro (SECTET)
15/01/2026 16h58

A pesquisa científica desenvolvida em laboratório ganhou aplicação direta no campo e passou a integrar soluções voltadas à cadeia produtiva do cacau no Pará. O “Biossensor Agrogene”, projeto do qual o biólogo pernambucano Jonata de Arruda faz parte, é um dos 17 projetos apresentados no Demoday do Programa Startup Pará, realizado nesta quinta-feira (15), no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), em Belém.

De acordo com Jonata de Arruda, que atua com pesquisas em DNA ambiental, a ideia do “Biossensor Agrogene" surgiu a partir de técnicas desenvolvidas em laboratório e de uma demanda identificada entre os produtores de cacau. “Os produtores enfrentam muitas perdas porque não conseguem identificar quando o fruto está contaminado. Conversamos com produtores que relataram perdas de 30%, 40% e até 95% da produção”, explica o biólogo.

Biólogo Jonata de Arruda, do Projeto 'Biossensor Agrogene'

Ele detalha que a solução envolve um aplicativo acoplado a um sensor com placa térmica, que dá suporte aos tubos onde ocorrem as reações que identificam o DNA. “A partir disso, o produtor consegue mapear as árvores da propriedade. Ainda estamos em uma fase desafiadora, que é transformar um laboratório de genética em uma caixinha térmica para uso no campo. Já fizemos os cálculos. É um produto viável financeiramente, e a expectativa é grande para ver os próximos passos após o Demoday”, informa.

Seleção - O "Biossensor Agrogene" foi estruturado a partir das maratonas de inovação promovidas no ano passado pelo Programa Startup Pará, iniciativa do Governo por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet). As oficinas e hackathons realizados em diferentes regiões do território paraense, reuniram mais de 400 jovens e profissionais das redes pública e privada, e resultaram na seleção de 20 ideias para um programa de incubação com duração de três meses.

No período de incubação, todas as equipes selecionadas receberam uma bolsa de R$ 3.600,00 do Programa Startup Pará, destinada ao desenvolvimento dos projetos. Ao final dessa etapa, 17 startups concluíram os trabalhos, e estão aptas a buscar financiamento em empresas ou instituições interessadas em apoiar a continuidade e a expansão das soluções apresentadas.

João Manuel, representante do Projeto 'Informa AI'

João Manuel, representante do Projeto “Informa AI”, explica que a ideia foi concebida no dia do hackathon, há cerca de três meses. “Foi uma experiência muito rica, principalmente para aprender como organizar uma empresa, aplicar a inovação e usar a Inteligência Artificial para resolver uma dor real. A proposta é trabalhar o atendimento ao público com o uso de IA”, ressalta.

Segundo ele, a equipe esteve entre as 20 finalistas. E agora, após o período de incubação com bolsa durante três meses, chega ao Demoday. “Hoje, a expectativa é conseguir investimento e oportunidades de negócio para alavancar o projeto e levá-lo, de fato, para o mercado”, informa João Manuel.

Incentivo - O Demoday marca a etapa final do ciclo de incubação de três meses, no qual as 17 startups receberam mentoria especializada e apoio financeiro para o amadurecimento das ideias. 

Segundo o secretário-adjunto da Sectet, Keynes Silva, o evento reflete o fortalecimento do ecossistema de inovação de forma descentralizada no Pará. “O Demoday é resultado de um trabalho intenso em 2025, com hackathons e eventos realizados de forma descentralizada, alcançando municípios como Santarém, Parauapebas, Canaã dos Carajás e Bragança. Selecionamos 17 ideias, que passaram por três meses de incubação e mentoria da Sectet, e hoje são apresentadas ao mercado, fortalecendo o ecossistema de inovação no Pará”, destaca o gestor.

Para o coordenador do Programa Startup Pará, Renato Cortez, as startups chegam ao Demoday mais preparadas para dialogar com investidores. “O papel da capacitação e da mentoria foi cumprido, e hoje elas se apresentam de forma muito mais estruturada e madura do que quando entraram no Programa. Nosso objetivo é que continuem com o brilho nos olhos, e mostrem que, a partir do ecossistema amazônico, é possível construir empresas com potencial global”, reitera Renato Cortez.