Mestrado do Programa de Pós-Graduação da Santa Casa conquista conceito 4 da Capes
Além de indicar bom desempenho, a nota permite ao programa pleitear a implementação de um doutorado na área
O curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Saúde na Amazônia da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (PPGGSA/FSCMPA) obteve a nota 4 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) 2021 a 2024 do Ministério da Saúde, divulgado este ano. A coordenação do programa ressalta que a nota mostra que o programa atingiu um padrão de qualidade acadêmica consolidado.
“Esse resultado reflete a maturidade científica do PPGGSA, a consistência de sua proposta e a aderência de suas linhas de pesquisa aos desafios contemporâneos da gestão e da saúde pública, especialmente no contexto amazônico. Para a Santa Casa, a nota 4 reafirma seu papel como instituição de referência na formação stricto sensu na Região Norte, ampliando a visibilidade institucional, a credibilidade acadêmica e as possibilidades de cooperação interinstitucional, captação de recursos e internacionalização”, afirma Valéria Santos, coordenadora do PPGGSA.
O mestrado da Santa Casa teve início em 2012 e já formou 147 mestres de áreas da saúde, como medicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional, além de áreas afins à gestão e às políticas públicas, como administração, pedagogia e direito.
Parte dos mestres formados pelo PPGGSA está inserida em diferentes níveis do sistema de saúde e da gestão pública e privada, atuando na gestão de serviços e sistemas de saúde, em hospitais, secretarias municipais e estaduais, fundações e autarquias públicas. Outros estão vinculados à atenção à saúde, à vigilância em saúde, à regulação, ao planejamento e avaliação de políticas públicas, à docência no ensino superior e como preceptores em diferentes cenários de formação em saúde.
A coordenadora, Valéria Santos, destaca as ações desenvolvidas de forma coletiva e contínua que contribuíram para que a nota do curso subisse de patamar.
“Investimos na organização administrativa do programa, na qualificação dos registros acadêmicos e no correto preenchimento da Plataforma Sucupira. Ao longo dos anos reforçamos a nossa inserção regional e o compromisso com as especificidades amazônicas e mantivemos o acompanhamento dos egressos e o fortalecimento do desenvolvimento de produtos aplicados, como tecnologias de apoio à gestão em saúde, que refletem o compromisso do programa com a excelência acadêmica, a relevância social e o desenvolvimento regional”, afirmou.
Egressa do PPGGSA, durante o mestrado, a enfermeira Camila Negrão elaborou a dissertação "Desenvolvimento e Implantação de uma Ferramenta de Business Intelligence para o Monitoramento da Experiência do Paciente em Unidades Maternas da FSCMPA".
O produto gerado foi um Dashboard de Business Intelligence (BI), um tipo de painel de controle com gráficos e tabelas que facilitam a comprensão de dados e indicadores, que no caso do produto de Camila, permite monitorar em tempo real a satisfação e a jornada do paciente.
“A importância dessa ferramenta para a Santa Casa e para a sociedade é imensa, pois transforma a voz do paciente em decisões de gestão mais precisas. Além disso, o projeto foi desenhado com um potencial de escalabilidade que permite sua expansão para outras unidades de saúde do estado e, quem sabe, de todo o Brasil, servindo como modelo de inovação tecnológica no SUS”, ressalta Camila Negrão.
Os produtos gerados no Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Saúde na Amazônia (PPGGSA/FSCMPA), como o de Camila, contribuíram para a elevação da nota do programa, ao atender a necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e especificidades sociais, territoriais e epidemiológicas da Amazônia. Ao longo dos anos foram elaborados manuais técnicos, protocolos gerenciais, planos de intervenção, relatórios técnicos, tecnologias (aplicativos), painéis de Business Intelligence (BI) e produtos de inovação em gestão.
“Mais do que um reconhecimento, a nota 4 da Capes simboliza o compromisso coletivo da coordenação, docentes, discentes, egressos e gestores com a produção de conhecimento relevante, ético e socialmente comprometido, orientado à melhoria da gestão em saúde e à redução das desigualdades na Amazônia, e o resultado também sinaliza que o programa reúne condições objetivas de avanços para um novo patamar, que é a proposta de implantação do curso de Doutorado”, conclui a coordenadora do PPGGSA, Valéria Santos.
