Ioepa e Editora Pública Dalcídio Jurandir celebram a trajetória e o legado de Heliana Barriga
Escritora e "ecopoeta" deixa um rastro de alegria na literatura infantil e na cultura paraense, após mais de 40 anos de dedicação à arte
A literatura e a cultura amazônica despediram-se, nesta segunda-feira (2), de uma de suas figuras mais emblemáticas. Heliana Barriga, nascida em Castanhal em 1946, faleceu deixando um legado imenso construído ao longo de quatro décadas dedicadas à educação, à música e à poesia.
Reconhecida por sua linguagem sensível, Heliana não era apenas escritora; era sanfoneira, cordelista e se autodefinia como “ecopoeta”. Ela tinha o dom de fundir a natureza e os elementos da cultura popular em narrativas que educavam e encantavam simultaneamente. Entre seus sucessos mais memoráveis, destacam-se "A Abelha Abelhuda" e "A Perereca Sapeca", obras que se tornaram pilares na alfabetização de gerações de crianças.
Lançamentos recentes e parceria com a Ioepa
Na última edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, a autora celebrou o lançamento de três obras pela Editora Pública Dalcídio Jurandir (vinculada à Ioepa): "Meu Livro Caiu na Água", "Meu Livro Caiu da Árvore" e "Meu Livro Caiu no Fogo". Os eventos foram marcados por apresentações lúdicas e uma conexão vibrante com o público mirim.
Sobre essa parceria, o coordenador e editor da Editora Pública Dalcídio Jurandir, Moisés Alves, ressaltou a importância da obra da autora: “Nos sentimos honrados em publicar três livros dessa grande escritora paraense. Essas obras passam a integrar o leque de publicações da Ioepa e da Editora Pública Dalcídio Jurandir, fortalecendo nosso compromisso com a valorização da literatura amazônica e da produção voltada às infâncias.”
Uma trajetória de honrarias
O impacto de Heliana na sociedade foi reafirmado por diversas homenagens. Em 2023, foi celebrada na Feira Pan-Amazônica do Livro e nomeada “Embaixadora das Infâncias de Belém da Nossa Gente” pela Secretaria Municipal de Educação (Semec) de Belém. Mais recentemente, sua maestria foi chancelada com o título de Mestra da Cultura pelo PNAB 2025.
O presidente da Imprensa Oficial do Estado, Jorge Panzera, expressou o pesar coletivo pela partida da artista. “A voz poética da alegria silenciou. Perdemos Heliana Barriga, que nos encantou com seu compromisso inarredável com a poesia e com as crianças”, resumiu.
A partida de Heliana deixa uma lacuna na cultura paraense, mas suas histórias e acordes continuarão a despertar o imaginário das crianças da Amazônia.
