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DEFESA ANIMAL

Parceria entre produtores e Adepará fortalece combate à raiva animal no arquipélago do Marajó

Após notificação voluntária, equipe técnica percorre 28 horas de deslocamento para realizar vacinação, captura de morcegos e educação sanitária em áreas isoladas de Chaves

Por Rosa Cardoso (ADEPARÁ)
06/02/2026 15h16

Uma ação estratégica da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), realizada no final de janeiro, em Chaves, no Marajó, reforçou a importância da parceria entre o poder público e o setor produtivo na proteção da sanidade animal. Motivada por uma notificação voluntária de morte de animais com sintomas neurológicos, a equipe técnica percorreu cerca de 28 horas de deslocamento para atuar no controle da Raiva Herbívora na região do Cururu, garantindo a imunização do rebanho e a segurança da saúde pública no arquipélago do Marajó.

A ação foi motivada pelo relato de uma produtora rural, que se deslocou até a Unidade Local da Adepará em Breves para relatar a morte de animais com sintomatologia nervosa e o aumento das agressões de animais do rebanho por morcegos na região do Cururu, uma localidade de Chaves. Diante do risco de Raiva Herbívora, uma zoonose que pode ser transmitida aos seres humanos, a equipe técnica não mediu esforços e se deslocou para a região.

O Fiscal Estadual Agropecuário e médico veterinário Diego Moura, acompanhado pelo auxiliar Raimundo Júnior, enfrentou uma jornada logística complexa: foram cerca de 28 horas de deslocamento para chegar à localidade isolada do arquipélago. Durante os dez dias de atuação no campo, a equipe da Adepará executou um protocolo rigoroso de defesa sanitária, que incluiu: Vigilância Ativa para monitoramento direto do rebanho e identificação de possíveis novos casos neurológicos, além de inspeção clínica para descartar outras enfermidades de interesse da defesa agropecuária; captura de Morcegos Hematófagos para controle populacional do principal transmissor da raiva (Desmodus rotundus); Vacinação Antirrábica para proteção direta dos animais que fazem parte das propriedades da comunidade; reuniões com produtores para orientação sobre manejo e prevenção.

“A notificação feita por uma produtora, que se deslocou de tão distante, indica que a mesma tem conhecimento e mais: reconhece a Adepará como órgão oficial de defesa sanitária animal a quem recorrer para buscar ajuda e orientações técnicas. Durante o período da missão, não foram registradas novas mortes e após a imunização imediata dos rebanhos ali presentes, espera-se que ocorra a estabilização da situação”, explicou a gerente de Defesa Animal, Fiscal e médica veterinária Samyra Albuquerque.

Importância de notificar

A notificação de doenças de interesse epidemiológico não é apenas um dever do produtor, mas uma ferramenta de proteção do seu patrimônio pecuário. Quando o produtor informa a Adepará sobre animais doentes ou mortandade incomum, ele permite que o Serviço Veterinário Estadual: Impeça a disseminação de doenças para propriedades vizinhas; confirme a suspeita por meio da coleta de amostras para diagnóstico laboratorial e garanta a segurança alimentar e o acesso a mercados que exigem rebanhos sadios.

Captura de morcegos e aplicação da pasta vampiricida

A Adepará reforça que qualquer sintoma de doença ou de mortalidade no rebanho ou plantel deve ser reportado imediatamente à unidade local mais próxima. No Marajó, a parceria entre o corpo técnico da Agência de Defesa em Breves e os produtores rurais dos municípios controlados pela Unidade local, mesmo nas regiões mais distantes, tem feito a diferença para o desenvolvimento agropecuário e garantia da saúde animal e pública.

Serviço:

Para notificar a suspeita de doença ou mortalidade de animais do seu rebanho ou plantel, acesse o link: E-SISBRAVET.