Sespa reforça cuidados e prevenção contra dengue, chikungunya e zika

A atenção para diminuir a proliferação do Aedes aegypti inclui a rotina de limpeza e fechamento dos reservatórios de água, entre outras medidas

14/04/2021 12h58 - Atualizada em 14/04/2021 13h31

Segundo a Sespa, até o dia 05 de abril, foram notificados 1.272 casos suspeitos de dengue no Pará. Destes, 465 foram confirmados Mesmo em um período marcado pela pandemia da Covid-19, que exige esforços do Governo do Estado para o combate ao novo coronavírus, a população deve ficar atenta aos cuidados e prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, principalmente em período de chuvas intensas . O alerta é da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa). 

De acordo com o terceiro Informe Epidemiológico de 2021, divulgado pela Sespa, até o dia 05 de abril, foram notificados 1.272 casos suspeitos de dengue no Pará. Destes, 465 foram confirmados e 555 casos estão em investigação.

Os cinco municípios com maior número de casos confirmados são Belém (154), Novo Progresso (82), Altamira (52), Itaituba (48) e Novo Repartimento (48). Conforme a tabela comparativa referente ao período até a 14ª semana, entre os anos de 2020 e 2021, foi registrada a redução de 61,57%  nos casos confirmados de dengue no Estado. 

O levantamento também apontou 192 casos notificados de febre de chikungunya vírus (CHIKV), destes, 08 foram confirmados. Os municípios que registraram os casos foram Belém (02), Parauapebas (02), Santarém (02), Canaã dos Carajás (01) e Mocajuba (01).  Ainda de conforme o boletim, em comparação ao mesmo período analisado em 2020, houve redução de 92% nos casos confirmados da doença.

No Pará, até a 14ª semana analisada, também foram registrados 07 casos suspeitos notificados de febre de zika vírus (ZIKAV), sendo que um caso foi confirmado no município de Santarém. Em relação ao ano de 2020, foi constatada a redução de 99% na confirmação dos casos da doença.

Coordenadora estadual de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde Pública, Aline Carneiro observa que estamos em um ano atípico e, por conta disso, a atenção a doenças como dengue, chikungunya e zika deve ser fortalecida. “Devido à necessidade de manter o distanciamento social, houve redução das visitas domiciliares das equipes de saúde epidemiológica para prevenir e fiscalizar focos de proliferação do mosquito. As equipes continuam indo nas áreas no em torno das residências, mas isso limita a atuação delas”, explicou.

Outra razão para não se descuidar da prevenção ao mosquito Aedes aegypti é que os sintomas iniciais da dengue são semelhantes aos da Covid-19, como febre, dor de cabeça e dores no corpo, por isso, os exames complementares como hemograma e a prova do laço podem identificar se o paciente tem dengue.

Mas de acordo com  a representante da Sespa, devido ao período pandêmico, o mais recomendado é ter atenção para diminuir as chances de precisar de atendimento médico, o que inclui esforços para combater a proliferação do Aedes aegypti.

“A população precisa criar uma rotina semanal para garantir a prevenção contra a proliferação do mosquito, adotando medidas importantes como a limpeza e o fechamento dos reservatórios de água e também observar atentamente a coleta do lixo, evitando que os resíduos fiquem expostos por muito tempo em frente às residências. Com esses cuidados é possível interromper o ciclo de desenvolvimento da espécie do Aedes aegypti, garantindo assim a diminuição dos casos destas doenças provocadas pelo mosquito e evitando que um foco seja formado em um lugar específico e atinja as residências nas proximidades”, lembrou Aline.

De acordo com nota técnica da Sespa sobre o monitoramento dos casos graves e óbitos por dengue, a orientação é de os municípios informarem, em até 24 horas, a ocorrência para a Coordenação Estadual das Arboviroses. Para confirmação de óbitos por dengue é  necessária a investigação epidemiológica com aplicação do protocolo de investigação de óbito, e os exames específicos (sorologia e isolamento viral) em laboratórios credenciados, como o Laboratório Central do Estado (Lacen) e também o do Instituto Evandro Chagas (IEC).

Para solicitar orientações e denunciar existência de possíveis criadouros de mosquito, a população deve procurar a Secretaria Municipal de Saúde de cada cidade.

Sinais e sintomas

As manifestações clínicas da dengue, chicungunya e zika são muito parecidas, por isso, é importante prestar atenção: os principais sintomas da dengue são febre alta e de início imediato sempre presente, dores moderadas nas articulações, manchas vermelhas na pele e coceira leve.

A chikungunya se manifesta com febre alta de início imediato, dores intensas nas articulações, manchas vermelhas nas primeiras 48 horas, coceira leve e vermelhidão nos olhos.

Já a zika apresenta febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas nas primeiras 24 horas, coceira de leve à intensa e vermelhidão nos olhos.

As principais medidas que devem ser tomadas pela população são as seguintes:

- Manter a caixa d’água, tonéis e barris de água bem fechados;

- Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada;

- Não deixar água acumulada sobre a laje;

- Manter garrafas com boca virada para baixo;

- Acondicionar pneus em locais cobertos;

- Proteger ralos sem tampa com telas finas;

- Manter as fossas vedadas;

- Encher pratinhos de vasos de plantas com areia até a borda e lavá-los uma vez por semana.

- Eliminar tudo que possa servir de criadouro para o mosquito como casca de ovo, tampinha de refrigerante entre outros.

Por Fabiana Otero (SEDEME)